Jesse Livermore (1877–1940) foi um dos maiores traders da história, conhecido pelo livro Reminiscences of a Stock Operator.
💡Lição 1: Nunca venda uma acção só porque ela parece cara
Uma acção que parece “cara” pelas métricas tradicionais poderá continuar a valorizar se o negócio crescer e o capital continuar a entrar. Avaliações ajudam a estimar retornos de longo prazo mas é péssimo para timing. Vender activos de qualidade só porque subiram já custou fortunas a muitos investidores.
💡Lição 2: Torne-se comprador assim que a acção atinja um novo máximo após uma consolidação normal
Compre em breakout, após um pullback ordenado e não em breakdown porque sinaliza que a pressão de venda foi absorvida e os compradores voltaram a dominar, um dos pontos de entrada de menor risco numa tendência de alta.
💡Lição 3: Nunca faça média das perdas
Uma das práticas mais perigosas e comuns. Dobrar a aposta numa posição que não está a funcionar só piora o erro.
💡Lição 4: O lado humano de cada pessoa é o maior inimigo do investidor
Muito antes da Behavioral Finance existir, Livermore já alertava sobre aversão à perda, excesso de confiança etc. O mais importante é criar disciplina para contornar esse comportamento.
💡Lição 5: Wishful thinking deve ser banido
Quando a esperança substitui a análise. Pergunte-se periodicamente: “Se eu não tivesse essa posição hoje, eu compraria agora com as informações atuais?” Se a resposta for não, por que ainda está segurando?
💡Lição 6: Movimentos grandes levam tempo para desenvolverem
Os maiores retornos vêm de tendências longas (meses ou anos). Impaciência faz o investidor sair cedo demais e perder a maior parte do movimento. Identificar a tendência é importante, mas ter paciência para deixá-la rodar é ainda mais.
💡Lição 7: Não é bom ficar muito curioso sobre todas as razões por trás dos movimentos de preço
A mídia financeira cria narrativas explicando tudo em tempo real — a maioria delas é criada depois do fato para justificar o que já aconteceu. O price action (o que o preço realmente está fazendo) costuma ser informação mais confiável que as histórias.
💡Lição 8: É muito mais fácil acompanhar poucas acções do que muitas
Um portfólio muito grande dilui a sua atenção. Livermore preferia concentrar-se em poucas acções líderes de sectores que conseguia acompanhar de perto.
💡Lição 9: Se não consegue ganhar dinheiro com as acções líderes mais activas, dificilmente vai ganhar dinheiro no mercado como um todo
Em todo ciclo, um pequeno grupo de acções concentra a maior parte do fluxo de capital. Se não consegue lucrar com os líderes, é improvável que consiga com as outras acções secundárias.
💡Lição 10: Os líderes de hoje podem não ser os líderes daqui a dois anos
Liderança de sectores e factores gira. As Nifty Fifty dos anos 70 viraram perdedoras nos 80. Tecnologia dominou o final dos 90 e foi a pior década seguinte. Energia foi péssima de 2014–2020 e excelente em 2021–2022. Não se apegue rigidamente aos vencedores do passado.
💡Lição 11: Não fique completamente pessimista ou optimista com o mercado inteiro só porque uma acção de um grupo específico reverteu a tendência geral
Um único dado não é uma tendência. Uma empresa que decepciona não significa que todo o sector está mau. Uma leitura de inflação forte não significa que a desinflação acabou. Contexto e peso das evidências importam muito mais do que eventos isolados.
💡Lição 12: Poucas pessoas ganham dinheiro com “dicas”
Cuidado com as informações privilegiadas. As decisões de investimento devem ser baseadas na sua própria análise e não na de terceiros.
Fonte: Michael Lebowitz