Demorou muitos anos para atrair os investidores de volta às bolsas europeias mas fazê-los permanecer começa a ser um desafio.
As bolsas europeias ainda estão a superar as norte-americanas desde o início do ano mas a guerra com o Irão afectou as acções da Zona Euro mais do que as norte-americanas.

A relação preço/lucro projectada (forward P/E) do índice S&P 500 desceu cerca de 15% desde Outubro devido aos receios em relação à disrupção da inteligência artificial e gastos excessivos. As preocupações com o private credit também penalizaram duramente as acções norte-americanas, o sector de software em particular. Por outro lado, a mesma métrica para o índice Stoxx 600 permaneceu estável durante o período.
No entanto, o desconto de avaliação que a Europa desfrutava está desaparecendo rapidamente, com as acções norte-americanas sofrendo uma queda impressionante que está reduzindo a diferença entre as duas regiões.

As estimativas para os resultados apresentavam uma tendência de alta, impulsionadas pela expectativa de que as despesas fiscais e as taxas de juros mais baixas estavam a caminho.

Agora, porém, o ímpeto dos lucros empresariais inclina-se mais a favor dos EUA, com um indicador de revisões de estimativas em território positivo, em contraste com a Europa, onde os analistas estão reduzindo as suas previsões. 
Contudo, a subida dos preços do petróleo começa a pesar sobre a economia europeia e o próximo passo do Banco Central Europeu provavelmente será um aumento nas taxas de juros, potencialmente já em Abril.
Fonte: Bloomberg