Acções norte-americanas à prova das tarifas

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Hoje é o "Dia de Libertação", o evento mais importante desde a tomada de posse de Donald Trump como presidente, em Janeiro deste ano. O discurso do Presidente dos Estados Unidos realiza-se pelas 21h00 (hora de Lisboa) e serve para anunciar as tarifas “recíprocas” sobre as importações de bens para o país. Donald Trump acredita que hoje será um ponto de viragem para os Estados Unidos porque permitirá ao país recuperar o dinheiro que tem vindo a perder ao longo das últimas décadas para os seus parceiros comerciais. 

Estas são as 100 maiores empresas do índice S&P 500 que mais valorizaram este ano:

top100O destaque pela negativa, desde o início do ano, tem sido a queda das "Sete Magníficas": Tesla (-37%), Nvidia (-21%), Alphabet (-18%), Amazon (-14%), Apple (-12%), Microsoft (-12%) e Meta (-3%).

Do lado positivo, o destaque vai para as acções da Philip Morris com um ganho superior a 30%, seguido pela AT&T (24%), Gilead Sciences (+21%), T-Mobile US (+21%) e Amgen (+20%).

Quais são as empresas norte-americanas à prova das tarifas impostas por Donald Trump?

As seguintes acções são boas apostas para investidores que procuram protecção contra os efeitos das tarifas que entram em vigor a partir de Abril de 2025. Os sectores como o da saúde, bens de consumo essenciais, serviços financeiros e "utilities" tendem a ser menos voláteis em cenários de guerra comercial. 

Altria Group (MO) e Philip Morris (PM)  

As tabaqueiras produzem nos Estados Unidos, no caso da Altria, ou têm cadeias de fornecimento bem estabelecidas (Philip Morris), por isso, não são afectadas pelas tarifas.  A procura por tabaco é inelástica, ou seja, os fumadores continuam a comprar os produtos, mesmo em cenários económicos difíceis. Além disso, oferecem dividendos atraentes (7% no caso da Altria e 3,48% para a Philip Morris).  

Waste Management (WM)

Esta empresa é líder em gestão de resíduos nos Estados Unidos, o que é um sector que não depende de importações ou exportações significativas. Os resíduos são gerados independentemente de tarifas, o que torna a empresa resiliente. No primeiro trimestre de 2025, as acções subiram quase 16%, mostrando a sua força em condições adversas.  

Berkshire Hathaway (BRK.B)  

A diversificação da Berkshire, sob o comando de Warren Buffett, inclui empresas como American Express, Coca-Cola e Moody’s, muitas das quais têm operações robustas nos EUA ou são pouco afectadas pelas tarifas. Com a subida de 17% no preço das acções no primeiro trimestre e liquidez de mais de $300 mil mn, a empresa está posicionada para aproveitar as quedas de mercado causadas pelas tarifas.  

S&P Global (SPGI)  

Esta empresa fornece dados financeiros e classificações de risco, oferecendo serviços ao mercado financeiro. As suas receitas são estáveis, independentemente das barreiras comerciais, pois depende da procura por análises financeiras e não de bens físicos.  

Johnson & Johnson (JNJ)  

Esta empresa pertence ao sector de saúde e está focada em produtos farmacêuticos e de consumo, como medicamentos e produtos de higiene, que têm uma procura constante. A maior parte de sua produção é doméstica ou diversificada globalmente, reduzindo o impacto das tarifas.  

Walmart (WMT)  

Esta gigante de retalho tem poder de negociação para ajustar custos e uma operação fortemente baseada no mercado interno dos Estados Unidos. Mesmo com tarifas, os consumidores continuam a comprar bens essenciais.

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