Adieu Lagarde: Quais serão as implicações?

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Nas últimas 24 horas surgiram especulações sobre se a presidente do Banco Central Europeu, Christine Lagarde, se demitirá ou não antes do fim do seu mandato em Outubro de 2027. O BCE rapidamente desvalorizou a notícia, que foi originalmente divulgada pelo Financial Times na Quarta-feira, mas ainda não é certo.

No próximo ano, vários lugares ficam vagos no BCE: economista-chefe (Maio), presidente do BCE (Outubro) e membro da Comissão Executiva (Dezembro). Para além disso, as eleições presidenciais em França realizam-se em Abril.

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O candidato a presidente do BCE pode vir de Alemanha, Espanha, Itália ou Países Baixos, que são os maiores países da Zona Euro.

França já teve dois presidentes (Jean-Claude Trichet e Christine Lagarde), pelo que a disputa pela liderança do banco central poderá resumir-se a Alemanha e Espanha.

O facto da Comissão Europeia ser liderada por uma alemã (Ursula von der Leyen) poderá dar alguma vantagem a Hernández de Cos, ex-governador do Banco de Espanha, em relação aos germânicos Joachim Nagel, Isabel Schnabel ou Jörg Kukie. 

nationsO sucessor de Lagarde na presidência do BCE poderá ter visões diferentes sobre a economia. Uma presidência de Hernández de Cos pode aumentar as expectativas de cortes nas taxas de juro mas com os outros candidatos, os cortes podem tornar-se menos prováveis, e com Schnabel espera-se até aumentos nas taxas de juro.

bce-Feb-19-2026-02-43-27-2291-PMLagarde é a quarta presidente do BCE. Cada um teve de lidar com pelo menos uma crise de mercado ou período de grave turbulência, desde a bolha da internet, passando pela crise financeira mundial e pela crise da dívida da Zona Euro, até à Covid e agora, com as turbulências causadas pela implementação global da IA ​​e por um presidente norte-americano muito menos previsível na Casa Branca.

O presidente do BCE que supervisionou o melhor desempenho do euro foi Jean-Claude Trichet, sob cuja presidência a moeda apreciou 16%. A própria Lagarde está em segundo lugar, com uma valorização de 7,1% do euro desde que assumiu o cargo em 2019. Em último lugar, está Mario Draghi que abrangeu a crise da dívida soberana quando o euro depreciou 17%.euro_bce

Fonte: Bloomberg, Reuters

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