A primeira sessão de negociação de 2026 arrancou com várias bolsas europeias em recordes históricos, tal como, os índices espanhóis, italianos e britânicos. O índice pan-europeu STOXX 600 também tocou num novo máximo de sempre hoje.
2025 foi o ano da mudança e o ano das surpresas com os grandes movimentos todos interligados às mesmas questões sísmicas: a guerra comercial, a geopolítica e a dívida. As acções globais recuperaram da queda provocada pelas tarifas do "Dia da Libertação" em Abril e valorizaram 21% em 2025, o sexto ano consecutivo de ganhos de dois dígitos nos últimos sete. O índice mundial MSCI somou mais 15 biliões de dólares em valor de mercado no ano passado.
A bolsa espanhola foi a que mais valorizou na Zona Euro com uma subida de 49,27% do índice IBEX 35, impulsionado principalmente pela banca em Espanha.
O índice PSI ganhou 29,58% em 2025 registando o melhor ano desde 2009, com metade das cotadas a subirem mais de 30%. O BCP quase duplicou de valor, mas coube à Teixeira Duarte o melhor desempenho, com um ganho impressionante de 705,06%.
O índice FTSE 100 subiu 21,51% e hoje ultrapassou a marca de 10.000 pontos pela primeira vez.

O índice STOXX 600 valorizou 16,66% em 2025.
Nos Estados Unidos, a subido do índice S&P 500 foi de 16,39%, aquém dos seus pares europeus. As "Sete Magníficas" perderam parte do seu brilho desde que a Nvidia tornou-se a primeira empresa do mundo a valer 5 biliões de dólares em Outubro.
A prata foi a estrela de 2025 com uma subida de 159%, seguido pelo platina (+143%) e depois o paládio (+77%). O ouro valorizou 66%, o maior ganho anual para o metal precioso desde a crise do petróleo de 1979.
As acções da defesa europeias valorizaram 72% impulsionada pelo Trump, após sinais de que ele reduzirá a protevção militar da Europa, forçando a região e outros membros da OTAN a rearmarem-se.
As obrigações do Tesouro EUA registaram ganhos modestos mas as obrigações dos mercados emergentes dispararam.
Do lado negativo, o petróleo Brent desvalorizou 17%, o índice do dólar depreciou 9% e depois a Bitcoin que caiu 5% perdendo repentinamente um terço do seu valor.
No mercado cambial, a depreciação do dólar deixa o euro com uma subida de quase 14% em 2025 e o franco suíço com um ganho de 14,5%.
O reaproximação de Trump com o presidente russo Vladimir Putin ajudou o rublo a subir 37,9% embora continue fortemente sustentado por sanções. Do lado negativo, o peso argentino foi o que mais sofreu com uma depreciação de quase 29% em 2025 após o presidente Javier Milei ter sofrido uma derrota esmagadora nas eleições regionais em Detembro, mas depois recuperarou-se rapidamente semanas depois, quando uma promessa de 20 mil milhões de dólares de Trump ajudou Milei a vencer com folga as eleições nacionais de meio de mandato.
Fonte: Bloomberg, Reuters