As Três Apostas da BlackRock para Diversificar Além da IA

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A BlackRock gere mais dinheiro do que qualquer outra gestora de activos do mundo, por isso, temos que estar sempre atentos às áreas onde acredita estarem as melhores oportunidades de investimento.

A gestora, com cerca de 15 biliões de dólares em activos sob gestão, continua a ver motivos para manter uma postura favorável ao risco, mesmo após um ano volátil mas acredita que ser selectivo é hoje mais importante do que tem sido nos últimos anos.

Os investidores já parecem estar a agir dessa forma. Em vez de continuarem a concentrar-se apenas nas estratégias que mais valorizaram recentemente, estão a diversificar para outras áreas do mercado.

Essa mudança pode estar a criar oportunidades menos óbvias, mas potencialmente muito interessantes, para quem procura retornos no longo prazo.

Escassez ou Abundância da IA?


A Blackrock tem argumentado que a chegada da IA ​​significa que a abundância, incluindo um breakout da tendência de crescimento de 2% que se manteve nos EUA, é plausível pela primeira vez.

Contudo, também acredita que a perspectiva para as taxas de juros poderá distorcer o impacto potencial da IA.

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Existem três áreas onde a BlackRock acredita que os fundamentos económicos evoluíram mais depressa do que as valorizações bolsistas: saúde, Japão e Índia.


1) Sector de Saúde: Exposição à IA Sem os Múltiplos da Tecnologia

O sector da saúde pode beneficiar significativamente da inteligência artificial, especialmente na descoberta e desenvolvimento de medicamentos. A utilização de IA tem potencial para reduzir custos, acelerar ensaios clínicos e aumentar a produtividade da indústria farmacêutica.

Ao mesmo tempo, muitas empresas do sector continuam a negociar a avaliações mais modestas do que as gigantes tecnológicas. Na Europa, cerca de 83% das empresas de saúde superaram as expectativas de resultados no segundo trimestre, reflectindo uma melhoria da rendibilidade que ainda não foi totalmente reconhecida pelo mercado.

O principal risco continua a ser a incerteza regulatória nos Estados Unidos, particularmente em matérias relacionadas com o controlo dos preços dos medicamentos.


2) Japão: Reformas Empresariais Continuam a Impulsionar Lucros

O mercado acionista japonês registou uma forte valorização ao longo do último ano, mas, segundo a BlackRock, essa subida foi suportada sobretudo pelo crescimento dos lucros e não por uma expansão excessiva das avaliações.

As reformas de governação corporativa implementadas nos últimos anos têm incentivado uma utilização mais eficiente do capital, maior remuneração dos acionistas e melhorias na rentabilidade das empresas. Curiosamente, os múltiplos de avaliação das grandes empresas japonesas diminuíram durante o ano, apesar da valorização das ações.

O sector financeiro é particularmente interessante neste contexto. Após décadas de taxas de juro extremamente baixas, um ambiente de taxas mais normalizadas pode beneficiar bancos e seguradoras. Além disso, o regresso gradual da inflação e a recuperação do consumo interno criam um contexto favorável para estas empresas.

O principal risco é que o forte desempenho recente deixe menos margem para deceções caso o crescimento económico global abrande.japan-Oct-06-2026-10-56-08-8808-AM
3) Índia: Preços Corrigiram Mais do que os Lucros

A Índia continua a ser uma das histórias de crescimento estrutural mais atractivas do mundo. Embora os lucros empresariais tenham recuado apenas de forma moderada este ano, as acções caíram bastante mais, conduzindo a uma redução significativa das avaliações.

Parte desta correção esteve relacionada com a fraqueza do sector tecnológico e de software. No entanto, outras áreas da economia mantiveram um desempenho resiliente, criando uma oportunidade para investir em empresas com crescimento relativamente sólido a preços mais razoáveis do que no início do ano.

Ainda assim, a Índia continua a negociar a múltiplos superiores aos da maioria dos mercados desenvolvidos. Isso significa que as empresas terão de continuar a apresentar crescimento dos lucros para justificar essas avaliações.

 

Fonte: BlackRock

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