A semana começou com más notícias vindas do Golfo Pérsico sobre o fracasso das negociações de cessar-fogo e o bloqueio do Estreito de Ormuz, com os preços do petróleo subindo acentuadamente mais uma vez. A época de resultados do primeiro trimestre também iniciou-se com algumas surpresas desagradáveis do Goldman Sachs e da Fastenal que resultaram em quedas acentuadas em ambas as cotadas ontem.
Depois de um mês em que as acções norte-americanas seguiram de perto a evolução do preço do petróleo, tudo mudou agora. Os preços do petróleo aumentaram desde o anúncio do cessar-fogo na última Terça-feira e as acções continuaram a valorizar, ignorando por completa o preço do petróleo.
Perante tudo isto, o facto de que as acções norte-americanas recuperaram todas as suas perdas desde o início da guerra em 28 de Fevereiro é extremamente significativo.
A bolsa brasileira, Bovespa, é a bolsa que mais valorizou tendo em conta que, tal como os Estados Unidos, são exportadores de petróleo. Por outro lado, a Índia e China têm sido mais penalizadas porque são importadores de petróleo.

O índice tecnológico Nasdaq 100 registou a série mais longa de valorização desde 2021, após nove sessões consecutivas de ganhos.
Em relação à volatilidade do mercado de acções, tanto o índice norte-americano VIX quanto o europeu Vstoxx, caíram acentuadamente, após o anúncio do cessar-fogo e mal se mexeram após os preocupantes acontecimentos deste fim-de-semana.

De acordo com o Deutsche Bank, o índice S&P 500 afunda entre -6% a -8%, em média, em 3 semanas após o choque geopolítico. antes de recuperar as perdas nas 3 semanas seguintes.

Em relação à guerra do Irão, o selloff inicial foi mais severo do que habitual mas a recuperação também tem sido melhor do normal.

Em suma, comprar na altura dos choques geopolíticas é normalmente a decisão certa.
Fonte: Bloomberg, Deutsche Bank