As bolsas norte-americanas continuam a destacarem-se entre as praças mundiais apesar dos seus congéneres globais também terem valorizado fortemente desde o início do ano.
Notavelmente, muitas das bolsas com um bom desempenho este ano, não têm um peso significativo em tecnologia, tornando o rally global, de uma certa forma, uma espécie de negociação anti-IA.
Contudo, os investidores em ETFs ainda preferem na sua grande maioria, alocações nos Estados Unidos, embora fluxos recordes para estratégias internacionais possam sugerir que os investidores estão a juntarem-se à festa no exterior.
1. Fortes Retornos das Acções em Todo o Mundo
A bolsa norte-americana é claramente o vencedor no gráfico de três anos do índice S&P 500, MSCI ACWI ex USA, MSCI EAFE e acções europeias, todos em dólares americanos.
No entanto, os retornos têm sido notavelmente fortes a nível mundial. As acções internacionais, de mercados desenvolvidos e europeias registaram ganhos substanciais durante o período.
Rendibilidade Global
2. América à frente mas todos em alta
Tanto em períodos de três e cinco anos, a maioria dos países ficou atrás do índice de referência dos EUA. Contudo, os retornos medianos contam uma história mais interessante: o ETF dos países subiu cerca de 12% este ano vs 14% do S&P 500, e ganhou cerca de 64% nos últimos três anos.
Portanto, este não é realmente um argumento contra o excepcionalismo americano; o S&P claramente foi excepcional. A questão é que quase todos os outros também estão tendo um óptimo desempenho.
% de Países Superando S&P 500
3. Uma Recuperação com Abrangência Global
A abrangência da recuperação global é igualmente impressionante. Analisando o mesmo universo de ETFs dos países, 86% estão actualmente a negociar acima de sua média móvel de 50 dias, um sinal de que a força não se limita a poucos mercados. Até agora, em 2026, 43 desses ETFs de países atingiram um máximo de 52 semanas, revelando que o ímpeto positivo e as novas máximas espalharam-se por quase todo o mundo.
Outra característica notável é que muitos dos países com bom desempenho, incluindo Colômbia, Grécia e Noruega, não têm pesos massivos em tecnologia. Nesse sentido, a amplitude da força das acções globais pode até ser vista como uma espécie de estratégia anti-IA, mostrando que os retornos fortes não dependem dos mercados com forte presença de tecnologia que dominaram a narrativa das acções.
Percentagem de ETFs de Países Superando S&P 500
4. Investidores de ETFs ainda Preferem, na sua maioria, os EUA
Essa força generalizada ainda não se traduziu numa mudança igualmente ampla nas alocações de ETFs. Os investidores ainda preferem, na sua grande maioria, os ETFs focados nos EUA, que atraíram mais de $890 mil milhões, em comparação com $176 mil milhões para ETFs internacionais.
No entanto, as estratégias internacionais e globais estão a registar entradas anuais recordes, sugerindo que o rally global das acções está a reflectir-se cada vez mais nas carteiras dos investidores.
Flows de ETFs por Exposição Geográfica
Fonte: Bloomberg