A primeira semana de Setembro promete ser decisiva para os investidores, bancos centrais e governos, com dados económicos importantes, reuniões de política monetária e novos riscos geopolíticos a testar a confiança dos mercados globais..png?width=948&height=649&name=Designer%20(4).png)
1. G20 e bancos centrais no centro das atenções
Depois do tradicional encontro de Jackson Hole, nos Estados Unidos, os principais responsáveis pela política económica mundial reúnem-se agora na Cimeira do G20, na Carolina do Norte.
Os investidores estarão particularmente atentos ao governador do Banco do Japão, Kazuo Ueda, cuja ausência em Jackson Hole aumentou a expectativa em torno das suas próximas declarações.
Num cenário marcado por tensões no Médio Oriente, eleições e decisões sobre taxas de juro, qualquer sinal dos bancos centrais poderá provocar fortes movimentos nos mercados.
2. Crescem receios sobre o dólar e a dívida dos EUA
Um dos temas mais discutidos em Wall Street é o possível enfraquecimento estrutural do dólar.
A preocupação surge numa altura em que o Tesouro norte-americano procura limitar a subida dos custos de financiamento através de recompras de dívida. Alguns investidores receiam que essa estratégia possa aumentar a desconfiança relativamente ao enorme endividamento dos EUA, actualmente estimado em cerca de 40 biliões de dólares.
O ouro já reflecte esta procura por activos de refúgio, acumulando uma valorização de 13% em Agosto, enquanto a Bitcoin voltou a negociar acima dos 80 mil dólares.
3. Mercado de trabalho dos EUA pode mudar expectativas sobre juros
A divulgação do relatório de emprego norte-americano na Sexta-feira será provavelmente o evento mais importante da semana.
Os economistas antecipam a criação de apenas 45 mil empregos em Agosto, após uma inesperada perda de 23 mil postos de trabalho em Julho.
Se a desaceleração confirmar-se, poderá reforçar a ideia de que a economia dos EUA está a perder fôlego, reduzindo a necessidade de futuras subidas das taxas de juro pela Reserva Federal.
4. Nova Zelândia e Canadá decidem taxas de juro
Os bancos centrais da Nova Zelândia e do Canadá anunciam as suas decisões na Quarta-feira.
Na Nova Zelândia, é praticamente dada como certa uma subida das taxas para 2,75%, pressionada pelo aumento da inflação e pelos custos energéticos. Já no Canadá, espera-se uma manutenção das taxas actuais embora as incertezas comerciais com os Estados Unidos continuem a representar um risco para a economia.
5. Inflação na Zona Euro preocupa BCE
A inflação na Zona Euro deverá atingir 3,3% em Agosto, o valor mais elevado dos últimos três anos, impulsionada sobretudo pelos preços da energia.
Este dado será crucial para a próxima reunião do Banco Central Europeu no dia 10 de Setembro. Os mercados acreditam quase unanimemente numa nova subida das taxas em setembro, mas os investidores estarão atentos a qualquer indicação sobre o rumo da política monetária para 2027.
Fonte: Reuters