Em Agosto, o Departamento do Emprego revelou uma criação de 162 mil empregos quando os economistas esperavam a criação de 55 mil postos de trabalho. Esta foi uma subida acentuada em relação aos 21 mil revistos em alta de uma queda de 23 mil em Julho. Estas revisões reforçaram a percepção de resiliência do mercado laboral.
O crescimento foi liderado pelo setor de lazer e hotelaria, que recuperou após quedas acentuadas nos meses anteriores. Contudo, também se verificaram ganhos robustos na indústria transformadora e na construção, sendo que este último sector continua a beneficiar do elevado investimento em centros de dados e infraestruturas ligadas à inteligência artificial.
Os salários médios por hora aumentaram 0,3% em cadeia e 3,1% em termos homólogos, em linha com as previsões. A taxa de desemprego permaneceu estável em 4,1%.
A taxa de participação laboral subiu apenas para 61,6%, permanecendo perto de mínimos históricos. O envelhecimento da população e políticas migratórias mais restritivas continuam a limitar a oferta de mão de obra.
➡️ Criação Emprego do Sector Não-Agrícola (Jul):
Actual: 162 mil 🟢
Previsto: 55 mil
Anterior: 21 mil (revisto de -23 mil)
➡️ Taxa de Desemprego (Jul):
Actual: 4,1%
Previsto: 4,1%
Anterior: 4,1%
➡️ Salários (Jul):
Actual: 3,1%
Previsto: 3,1%
Anterior: 3,2%
Na sequência destes dados, os mercados aumentaram a probabilidade de uma subida das taxas de juro na reunião de Setembro da Fed embora o índice de preços ao consumidor na próxima Sexta-feira continua a ser o principal factor de decisão.
Fonte: Bloomberg