IA está tornando a inteligência mais abundante e a economia global não está preparada
Segundo uma análise da Citrini Research, estamos a caminhar para uma Crise Global de Inteligência em 2028.
Esta tese provocativa prevê uma reavaliação de preços à medida que o "prémio da inteligência" se desfaz.
Contudo, não é necessariamente um colapso mas uma transição.

1) Agentes de IA eliminam atritos em todo o lado:
Até 2026-2027:
• IA autónoma trata das compras, impostos, seguros e serviços jurídicos;
• O comércio migra para a optimização automatizada;
• Indústrias baseadas em complexidade e assimetria de informação entram em colapso.
2) Substituição de trabalhadores de escritório acelera-se:
A IA substitui o trabalho intelectual → Profissionais deslocados descem na escala salarial → A oferta de mão-de-obra menos qualificada aumenta → Os salários diminuem em todos os sectores.

3) SaaS e crédito privado são expostos:
Muitos negócios de software alavancados presumiam um crescimento perpétuo mas a IA reduz a procura por SaaS com foco em serviços.
Resultados:
• Downgrades
• Defaults
• Reprecificação de risco
4) As famílias enfraquecem-se silenciosamente:
Os credores ainda pagam as suas hipotecas mas têm que recorrer a poupança e crédito.
Descida dos Rendimentos → Desaceleração das despesas → Aumento do rácio dívida/rendimento.

5) Forma-se um ciclo vicioso:
IA → layoffs → menor crédito → procura mais fraca → mais automação → repetição.
Ao mesmo tempo:
Crise de rendimentos → crédito mais restrito → menor efeito de riqueza → economia mais lenta.

6) Os governos enfrentam pressão estrutural:
Os sistemas tributários dependem dos rendimentos do trabalho.
A Inteligência Artificial encaminha os rendimentos para o capital e computação.
Logo, existem menos impostos sobre os rendimentos e uma maior pressão sobre o sistema de protecção social.
Concorde ou não, a tese é clara:
A IA não é apenas um ciclo tecnológico.
É um evento de reestruturação macroeconómica.
Vale a pena reflectir sobre isso.
Consulte a análise completa do Citrini Research aqui.
Fonte: Citrini Research