O forte crescimento dos lucros das empresas do S&P 500 impulsionaram o índice norte-americano. Este benchmark valoriza mais de 13% desde o início do ano e regista o quarto ano consecutivo de ganhos de dois dígitos, ou seja, este será apenas a segunda vez que tal acontece desde a Segunda Guerra Mundial.
Ao longo do caminho, porém, o índice Nasdaq 100, com uma forte presença de empresas tecnológicas, desceu mais de 11% desde o seu fecho recorde no início de Junho, à medida que os receios aumentavam devido ao crescimento dos lucros que estavam a atingir o pico e os aumentos das despesas de capital que estavam a corroer os cashflows, segundo Sam Stovall da CFRA.
Contudo, a estratégia "buy-the-dip" regressou em força após 29 de Julho, levando os defensores da escola de pensamento FOMO ("Fear of Missing Out") a apontarem para riscos históricos.
Especificamente, Stovall revelou que perder os 10, 20 e 30 melhores dias de 1987 a 2025 teria resultado em reduzir a taxa de crescimento anual composta (CAGR) do índice S&P 500 de 11,5% para 9,3%, 7,3% e 6,0%, respectivamente.
No entanto, os seguidores do movimento FOTO (“Fear of Topping Out") também entraram na discussão com preocupações de que o aumento dos
lucros e a subida dos preços sejam sinais de um topo de mercado, sustentados por debt margins excessivas, leituras de inflação ainda elevadas e a probabilidade de a Reserva Federal estar inclinada a aumentar as taxas de juro, apesar do fraco relatório de emprego de Julho.
O contra-argumento deles é de que evitar os 10, 20 e 30 piores dias teria melhorado a CAGR do S&P 500 desde 1987 para 14,1%, 15,1% e 16,3%.

Sam Stovall não disse directamente de que lado do debate está mas elevou o seu preço-alvo do S&P 500 a 12 meses para 8.650 de 7.730 e para o final e 2026 para 8.050, de 7.575 devido ao forte impulso nos lucros previstos e uma avaliação sólida das empresas do S&P 500.
Fonte: CFRA, Yardeni