Segundo o Estudo de Dividendos da Allianz Global Investors divulgado ontem, os dividendos são uma forma de retribuição que representa uma parte essencial, e muitas vezes ainda subestimada, da rendibilidade total das acções. Graças ao seu crescimento consistente e à sua contribuição significativa para os retornos totais, os dividendos são uma excelente forma de gerar uma segunda fonte de rendimento a partir dos investimentos. 
Nos últimos 40 anos, os dividendos foram responsáveis por cerca de 39% do retorno anualizado total das acções europeias (MSCI Europe). Na América do Norte (MSCI North America) e na Ásia-Pacífico (MSCI Pacific), os dividendos representaram, respectivamente, quase 21% e mais de 49%.
Para além disso, os dividendos trazem estabilidade à carteira. De facto, as carteiras compostas por empresas com maiores rácios de distribuição de dividendos apresentam menor volatilidade do que aquelas compostas por empresas com baixos dividendos.

Em termos sectoriais, a análise mostra que as carteiras compostas pelos 25% maiores pagadores de dividendos, tanto no Stoxx Europe 600 como no S&P 500, têm uma maior exposição a sectores como os serviços públicos, as telecomunicações e os bens de consumo essenciais. Por outro lado, as carteiras com as empresas que pagam os dividendos mais baixos têm um maior peso na tecnologia, nos bens de consumo essenciais e na energia.
De acordo com as estimativas da Allianz Global Investors, as empresas que integram o índice Stoxx Europe 600 vão distribuir cerca de 454 mil milhões de euros em dividendos, face aos 437 mil milhões de euros em 2025, o que pressupõe um aumento anual de 4%.

As empresas portuguesas que integram o índice Stoxx Europe 600 devem entregar cerca de 3,4 mil milhões de euros em dividendos aos accionistas em 2025, o que representa uma subida de 8% em relação ao ano passado.
EDP, EDP Renováveis, Galp, Jerónimo Martins e BCP, cujos dividendos corresponderão a um rendimento de 4,3% em relação ao preço da acção, são acima dos 3,2% de dividend yield, do Stoxx Europe 600. Ainda assim, Portugal ocupa o sexto lugar dos dividendos mais atractivos no ranking europeu, que deverá ser liderado pela Noruega, com um rendimento de dividendos de 5,8%.
O estudo completo da Allianz sobre os dividendos para 2026 pode ser descarregado aqui.
Fonte: Allianz Global Investors