Do FOMO ao FOBE: O Novo Medo Que Está a Mover a Corrida à IA

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Durante anos, os mercados viveram sob o domínio do FOMO (Fear Of Missing Out), ou seja, o medo de ficar de fora da próxima grande oportunidade. Foi esse impulso que alimentou bolhas tecnológicas, criptomoedas, startups e tendências digitais.

Agora, um novo conceito emerge no universo da Inteligência Artificial: FOBE (Fear Of Being Extinct), ou o medo de extinção.

A narrativa ganhou força depois de diversos investigadores e líderes da indústria da IA terem alertado para os riscos associados ao desenvolvimento acelerado de sistemas de inteligência artificial avançada.

O debate já não gira apenas em torno da perda de empregos ou da automatização de tarefas. A preocupação passou para um cenário muito mais extremo: a possibilidade de uma superinteligência escapar ao controlo humano.

Quando os criadores soam o alarme

Recentemente, investigadores ligados à Anthropic defenderam publicamente que existe uma probabilidade não negligenciável de sistemas futuros de IA representarem um risco existencial para a humanidade.

Ao mesmo tempo, líderes como Sam Altman (OpenAI), Dario Amodei (Anthropic) e Elon Musk têm defendido uma abordagem mais cautelosa no avanço das capacidades dos modelos de IA.

Ontem, um antigo investigador de segurança em inteligência artificial da Google DeepMind, Bilal Chughtai, anunciou a sua saída da Alphabet e expressou publicamente preocupações sobre a trajectória actual do desenvolvimento da tecnologia. Segundo o investigador, existe um risco significativo de que sistemas de IA cada vez mais avançados possam evoluir de forma desalinhada com os interesses humanos, originando impactos graves, caso não sejam implementadas medidas adequadas de segurança e controlo.

O tema tornou-se ainda mais relevante porque os alertas não vieram de críticos externos mas de pessoas profundamente envolvidas no desenvolvimento da tecnologia. 

A mensagem é clara: a velocidade da inovação pode estar a ultrapassar a velocidade da regulação e dos mecanismos de segurança e os investidores já começaram a reagir.

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O cabaz do Goldman Sachs dos beneficiários IA está a sofreu a sua maior queda desde o lançamento do ChatGPT, 

 

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Contudo, os temas dos EUA com a maior exposição ao momentum continuam relacionados à IA mas o Goldman Sachs prevê alterações se a tendência actual continuar.

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Goldman Sachs prevê que futuros rebalanceamentos dos cabazes de momentum provavelmente serão de comprar Software e vender Semicondutores.

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Ontem, Software vs Semicondutores registaram o seu segundo melhor dia de sempre.


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Ignorar os riscos da Inteligência Artificial seria irresponsável. Sistemas cada vez mais autónomos trazem desafios reais em áreas como cibersegurança, desinformação, privacidade e controlo tecnológico.

No entanto, também é importante reconhecer que os períodos de maior inovação costumam ser acompanhados por previsões extremas, tanto optimistas como apocalípticas.

A história mostra que as grandes revoluções tecnológicas raramente acontecem exactamente como os seus defensores ou críticos prevêem.

A IA poderá transformar profundamente a sociedade, a economia e o mercado de trabalho. Mas, para já, talvez o maior risco imediato não seja uma superinteligência rebelde, mas sim a combinação explosiva entre expectativas gigantescas, investimentos recorde e a pressão para provar que tudo isso valerá a pena.

A pergunta que os investidores devem fazer não é apenas se a IA pode extinguir a humanidade mas também quem beneficia mais da narrativa de que isso pode acontecer.

Afinal, na economia da atenção, o medo continua a ser um dos activos mais valiosos do mundo.



Fonte: Bloomberg, Goldman Sachs

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