A indústria espacial encontra-se cada vez mais próxima de uma nova era de exploração e inovação. Semanalmente, surgem notícias de avanços significativos em diferentes partes do mundo, desde testes bem-sucedidos de novos sistemas de lançamento e missões robóticas sofisticadas para a Lua até ao desenvolvimento de satélites inovadores e à histórica entrada em bolsa da empresa norte-americana SpaceX. A presença e actividade humana no espaço estão a expandir-se a um ritmo sem precedentes.
Investir no Tema do "Espaço"
Num mundo caracterizado por uma conectividade sem precedentes, a "Economia do Espaço" emerge como uma oportunidade de investimento estratégica, oferecendo exposição a empresas com forte capacidade de inovação, modelos de negócio resilientes e potencial para gerar soluções com impacto à escala global.
Neuberger Berman Next Generation Space Economy
🎯 O Neuberger Berman Next Generation Space Economy oferece aos investidores uma forma eficaz de aceder a este universo estratégico e dinâmico, procurando capitalizar o avanço e integração da tecnologia espacial no quotidiano da sociedade.
O Fundo investe em empresas globais que operam nas áreas de:
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Infraestruturas (e.g. Satélites, Launch Enablers)
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Facilitadores Tecnológicos (Cyber, Communication Technology)
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Aplicações (Network Services)
🌍 ENQUADRAMENTO
A Economia Espacial não se trata apenas de “ciência espacial”. O espaço desempenha cada vez mais um papel abrangente e integral: da previsão meteorológica que vemos de manhã, ao jantar que nos é entregue à porta, à chamada que fazemos a partir do nosso smartwatch. Com efeito, indústrias como, por exemplo, transporte e distribuição vão tornando-se cada vez mais dependentes de tecnologias de satélites e outras tecnologias espaciais. Neste cenário, a Economia Espacial tem vindo a assumir um papel cada vez mais central nas estratégias de investimento de médio-longo prazo (ver Figura 1).
Figura 1 - Evolução do Índice MSCI World Space Exploration por comparação com o MSCI World (2016-2026)

Fonte: Banco Invest, Bloomberg. Dados a 27-Jul-2026.
A diminuição dos custos de acesso ao espaço, a inovação tecnológica, a expansão do investimento público e privado e o surgimento de novas aplicações comerciais estão a impulsionar o crescimento da Economia Espacial. Paralelamente, o interesse crescente de governos, empresas e investidores reforça a relevância estratégica do setor. Em conjunto, estes factores revelam uma nova dinâmica: a transição da Economia do Espaço de um mercado de nicho para uma presença cada vez mais generalizada na economia e na sociedade.
“Espinha Dorsal“ da Vida Quotidiana
O espaço desempenha um papel cada vez mais relevante na criação de valor para empresas de diversos setores, sendo que muitos mercados actuais não existiriam sem o contributo das tecnologias espaciais, que constituem a base da chamada Economia Espacial. Um exemplo paradigmático é a Uber Technologies: sem a combinação entre os sistemas de navegação por satélite e os chips integrados nos smartphones, a empresa dificilmente teria alcançado a escala global que hoje lhe permite ligar motoristas e passageiros e fornecer orientação em tempo real em practicamente qualquer cidade do mundo. Este exemplo ilustra como a Economia Espacial deixou de ser um domínio especializado para se tornar uma infraestrutura crítica da economia moderna, influenciando múltiplas dimensões da vida quotidiana (ver Figura 2).
Figura 2 - Aspetos da vida quotidiana afetados pela Economia Espacial

Fonte: Neuberger Berman.
Economia Espacial
Segundo o World Economic Forum e a McKinsey & Company, o espaço deverá assumir um peso crescente na economia global até 2035. As projecções apontam para que a Economia Espacial passe de cerca de 630 mil milhões de dólares em 2023 para 1,8 biliões de dólares em 2035, o que corresponde a uma taxa média de crescimento anual de aproximadamente 9% (ver Figura 3), claramente superior à prevista para o PIB mundial. Este crescimento será impulsionado, sobretudo, pela expansão de tecnologias e serviços assentes em infraestruturas espaciais, nomeadamente nas áreas das comunicações, posicionamento, navegação, sincronização temporal e observação da Terra.
Figura 3 - Dimensão da Economia Espacial por indústria (em mil milhões de USD)

Fonte: World Economic Forum, McKinsey & Company, Future of Space Economy Research.
Esta trajectória de crescimento poderá ser alavancada por fatores como (1) a comercialização dos serviços de lançamento e satélites, (2) a importância crítica da tecnologia espacial para comunicações, navegação, monitorização climática e vigilância e (3) o papel crescente do espaço na proteção do ambiente, através da recolha de dados em larga escala para o combate às alterações climáticas.
Para os investidores que procuram alinhar a sua carteira com estas dinâmicas transformadoras, o fundo Neuberger Berman Next Generation Space Economy surge como uma possibilidade de investimento exposta aos sectores/indústrias mencionados(as), com um foco em empresas inovadoras, com posições relevantes em diversas áreas de actividade.