Novembro Arranca com Eleições Intercalares nos EUA

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Diferentes temas de mercado convergem esta semana: as eleições intercalares (midterms) nos EUA, apresentação de resultados das grandes tecnológicas, dados económicos cruciais e uma série de reuniões de bancos centrais.

 

1. EUA escolhem o seu congresso


As eleições intercalares nos EUA, que se realizam na Terça-feira, dia 3 de Novembro, vão determinar se os Democratas conseguirão retomar o controlo do Congresso das mãos do Partido Republicano do presidente Donald Trump, o que poderá alterar as perspectivas políticas para os mercados. 

Estão em disputa todos os 435 lugares da Câmara dos Representantes e 35 dos 100 assentos do Senado, onde os Republicanos têm actualmente maioria.

A expectativa geral é que os Democratas conquistem a Câmara dos Representantes. 

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Em relação ao Senado, o controlo permanece incerto. Os Republicanos detiveram o controlo de ambas as câmaras durante os dois primeiros anos do segundo mandato de Trump. 

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No Senado, os democratas estão obrigados a tirar quatro mandatos aos republicanos. O caminho para a maioria era aí, teoricamente, mais estreito: dos 35 lugares em jogo neste ano, a maior parte é disputada em estados historicamente conservadores.

As sondagens deixam agora em aberto seis mandatos até aqui nas mãos dos republicanos (Texas, Maine, Kansas, Iowa, Ohio e Alasca) e dão como certa a perda de um sétimo (a Carolina do Norte). Os democratas, por seu turno, terão apenas em risco o Michigan.

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Caso os Democratas saiam vitoriosos, a possibilidade de uma regulação mais rigorosa sobre a Inteligência Artificial, incluindo restrições à expansão dos centros de dados está no radar dos investidores, assim como um escrutínio potencialmente maior sobre os bancos de Wall Street e as empresas do sector dos criptoactivos.

O resultado pode também influenciar as expectativas em relação às despesas fiscais, ao passo que as acções dos sectores da defesa e da saúde podem revelar-se particularmente sensíveis ao desfecho das eleições.

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2. Apple será o destaque da apresentação de resultados

 

A Apple, membro do grupo conhecido como Magnificent 7, apresenta os seus resultados hoje, após o fecho, e os analistas esperam um EPS de $1,99 e receitas de $113,46 mil mn. As vendas do iPhone deverão crescer 15%, impulsionadas pelo primeiro iPhone dobrável.

As acções da Apple valorizaram 27% desde o início do ano, tendo ultrapassado a Nvidia como empresa mais valiosa do mundo.

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Outros grandes nomes ligados à inteligência artificial tais como, a Qualcomm e a Advanced Micro Devices, também apresentam os seus resultados esta semana.

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Na Europa, os investidores vão também acompanhar as empresas expostas às tarifas propostas por Trump e à subida dos preços da energia resultante do conflito que envolve o Irão. Entre elas, estão os fabricantes de automóveis Ferrari (dia 3) e BMW (dia 4), bem como as companhias aéreas Ryanair (dia 2), Lufthansa (dia 3) e IAG (dia 6).
Outros destaques são Novo Nordisk e Leonardo (dia 4), ArcelorMittal, Commerzbank e Rheinmetall (dia 5).

Em Portugal, as seguintes seis empresas revelam as suas contas trimestrais:PT-Nov-02-2026-10-29-30-5491-AM



3. Relatório Emprego EUA divulgado na Sexta-feira


O relatório de emprego de Outubro encerra uma semana intensa para a economia norte-americana e pode oferecer novas pistas sobre o próximo passo da Reserva Federal.

Os analistas esperam que a economia tenha criado 65 mil postos de trabalho em Outubro, depois de um resultado de 29 mil em Setembro, um número abaixo do esperado. 

O mercado de laboral em-se mostrado resiliente. A taxa de desemprego fixou-se em 4,2% no mês passado enquanto o número de pedidos semanais de subsídio de desemprego mantém-se próximo do nível mais baixo dos últimos 57 anos.

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Na passada Quarta-feira, a Fed manteve as taxas de juro inalteradas e reviu em alta a sua avaliação sobre a economia de "sólida" para "forte".  A probabilidade de uma subida de 25 pontos base dos juro em Dezembro é de 73,4%.

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4. Divergência entre bancos centrais está a regressar

 

Na semana passada, a Reserva Federal dos Estados Unidos, o Banco Central Europeu e o Banco do Japão mantiveram as suas políticas inalteradas mas os mercados esperam que todos os bancos centrais com reuniões de política monetária esta semana, com a excepção da Noruega, aumentem as taxas de juro directoras. 

Agenda de reuniões de bancos centrais esta semana:

➡️ Terça-feira (dia 3): Austrália
➡️ Quarta-feira (dia 4): Suécia
➡️ Quinta-feira (dia 5): Reino Unido e Noruega


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5. Reunião do Banco Central do Brasil em foco

 

Na Quarta-feira, o Banco Central do Brasil enfrenta um cenário mais complexo, após uma intensa campanha eleitoral que contrariou as expectativas do mercado. A vitória de Jair Bolsonaro na primeira volta animou inicialmente os mercados mas a reviravolta com a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva na segunda volta reverteu esses ganhos, provocando uma queda acentuada do real e das acções. 

A incerteza política complicou um ciclo de flexibilização que tinha levado as taxas de juro para 13,75%, tornando a decisão de política monetária e as orientações que a acompanham  um ponto central de atenção para os investidores. O mercado estará também atento à escolha de Lula para o cargo de ministro das Finanças, em busca de sinais sobre a futura política fiscal. 


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Fonte: Bloomberg, Público, Reuters

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