Eleições no Japão e América Latina podem abalar os mercados em 2026

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Este ano realizam-se várias eleições que podem aumentar a incerteza nos mercados financeiros, que já foram afectados pelas oscilações da política externa dos EUA e pelo aumento das tensões geopolíticas.

Estas são algumas das eleições mais importantes do ano para os mercados:

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Japão - 8 de Fevereiro

 

A eleição antecipada neste Domingo está entre as mais imprevisíveis dos últimos anos. A primeira-ministra Sanae Takaichi quer converter a sua popularidade pessoal em apoio às suas políticas fiscais expansionistas na nação mais endividada do mundo desenvolvido e fortalecer a posição do seu governo de coligação no Parlamento.

Os investidores esperam que as obrigações soberanas japoneses continuem a ser pressionadas e alguns analistas acreditam que as yields das obrigações a 10 anos chegarão a 3% este ano, dos mais de 2% actualmente.japan-Feb-02-2026-10-10-00-3470-AM


Colômbia - 8 de Março

 

Os colombianos votarão até três vezes, a partir de Março, para escolherem novos legisladores e um novo presidente para substituir Gustavo Petro, um político de esquerda que entrou em conflito com o presidente dos EUA, Donald Trump.

As acções colombianas superaram as dos seus pares regionais no ano passado mas investidores em obrigações esperam que a mudança à direita da América Latina atinja também a Colômbia, restaurando políticas económicas mais ortodoxas.

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Hungria - 12 de Abril

 

A votação de Abril na Hungria será a melhor hipótese de terminar o governo de 16 anos do primeiro-ministro Viktor Orbán. O partido de centro-direita Tisza lidera as sondagens contra o Fidesz, de direita, de Orbán, mas o resultado permanece incerto.

As preocupações com o custo de vida são elevadas e Orbán tem usado isenções fiscais para acalmar as preocupações dos eleitores. A Fitch Ratings reviu em baixa a perspectiva de rating de crédito da Hungria para negativa no ano passado, citando projecções de finanças públicas "significativamente piores" que reflectiam novas medidas tomadas antes da eleição.

Tisza prometeu reparar os laços com a União Europeia e desbloquear o financiamento. 
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Brasil - 4 de Outubro



O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, lidera as sondagens para as eleições de Outubro contra Flávio Bolsonaro, um senador de direita e filho do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Lula, de 80 anos e de esquerda, conseguiu uma trégua com o presidente dos EUA, Donald Trump, apesar dos desentendimentos sobre tarifas, Venezuela e a condenação de Bolsonaro por conspiração para um golpe de Estado.
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Estados Unidos - 3 de Novembro

As eleições intercalares nos Estados Unidos determinarão quem controlará o Congresso e representam um teste importante para Trump.

As sondagens revelam que os norte-americanos estão amplamente insatisfeitos com a gestão da economia pelo Trump. O partido do actual presidente historicamente sofre durante as eleições intercalares e o presidente admitiu recentemente que o Partido Republicano pode ter dificuldades para manter o seu frágil controle no Congresso.eua-Feb-02-2026-10-30-08-7619-AMFonte: Reuters

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