O preço do petróleo ultrapassou a barreira psicológico dos 100 dólares, o que não acontecia desde a invasão russa da Ucrânia em 2022, devido ao conflito no Médio Oriente.
A agravar o problema, está o facto de os maiores produtores de petróleo do Médio Oriente estarem a cortar a produção por causa do conflito, como o Iraque e o Kuwait.

O optimismo para uma resolução rápida do conflito no Médio Oriente está a diminuir rapidamente nos mercados financeiros.
Segundo o presidente norte-americano, Donald Trump, os preços do petróleo a curto prazo, que cairão rapidamente quando a destruição da ameaça nuclear iraniana terminar, são um preço muito pequeno a pagar pelos EUA e pelo mundo, pela segurança e pela paz.
Hoje os países do G7 vão discutir, numa reunião de emergência, a possibilidade de uma libertação conjunta de petróleo das reservas em coordenação com a Agência Internacional de Energia (AIE), para aliviar a escalada dos preços.
Três países do G7, incluindo os EUA, manifestaram apoio à libertação de 300 a 400 milhões de barris, ou seja, 25% a 30% dos 1,2 mil milhões de barris nas reservas estratégicas de petróleo.
Desde 1974, verificou-se cinco libertações colectivas de reservas de emergência da AIE:
🛢️1991 - Primeira Guerra do Golfo: 75 milhões de barris;
🛢️2005 - Furacões Katrina e Rita: 60 milhões de barris;
🛢️2011 - Guerra Civil na Líbia: 60 milhões de barris;
🛢️2022 - Guerra entre Rússia e Ucrânia: 180 milhões de barris em duas parcelas.
Se for aprovada, será a maior da história da AIE, ou seja, mais do que o dobro do que em 2022.
Os investidores estão agora a aguardar um choque de oferta mais profundo e duradouro, o poderá abrandar o crescimento económico e acelerar a inflação novamente, ou seja, um provável cenário de estagflação na economia.
Estagflação = Inflação alta + Crescimento baixo
A história sugere que picos acentuados e persistentes no preço do crude podem desencadear inflação persistente.

De acordo com Hartnett do Bank of America, os anos 1970 são um período que ele chama de "análogo imperfeito, mas mais próximo, para os anos 2020".

Fonte: BofA, Bloomberg, Goldman Sachs