O euro ultrapassou hoje os 1,20 dólares, o que representa o seu nível mais elevado desde 2021, após o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ter afirmado que não se importa com a depreciação da moeda norte-americana, e até ter garantido que o desempenho do dólar é "excelente".
Hoje, um dos membros do Conselho do Banco Central Europeu, Martin Kocher disse numa entrevista ao Financial Times, que a autoridade monetária pode precisar considerar outro corte nas taxas de juros, se novos ganhos do euro começarem a pesar sobre a inflação.
O índice do dólar também continua a cair para mínimos desde 2022, num contexto de receio da imposição de novas tarifas pelos Estados Unidos à Coreia do Sul e de uma nova paralisação da Administração federal norte-americana a partir de Sábado por bloqueio orçamental.
Hoje pelas 19h, serão conhecidas as decisões de política monetária da Reserva Federal dos Estados Unidos, esperando-se que mantenha as taxas de juro no intervalo entre 3,50 e 3,75%. Os mercados monetários estão precificando descidas de cerca de 45 pontos-base até o final do ano, com a primeiro corte de 25 pontos-base previsto apenas para Julho.

Um dólar norte-americano mais fraco ajuda a impulsionar:
✔️ Condições financeiras menos restritivas (cortes de juros);
✔️ Maior crescimento do PIB nominal;
✔️ Preços mais altos dos activos;
✔️ Maiores exportações dos EUA e menor défice comercial.
É por isso que Donald Trump defende a fraqueza do dólar dizendo que está "lindamente."
Fonte: Bloomberg, CME