A moeda europeia ultrapassou a barreira dos 1,20 em relação ao dólar em finais de Janeiro, o que levou os alarmes a soarem no Banco Central Europeu. Contudo, esta semana, o euro depreciou abruptamente para mínimos do ano, após o conflito no Golfo Pérsico.

A Europa está perigosamente exposta ao aumento dos preços da energia e os responsáveis pela política monetária do BCE precisam de equilibrar o seu desejo de controlar as expectativas de inflação com a necessidade de apoiar uma economia que, na melhor das hipóteses, continua fraca.
O mercado futuro passou de, não prever nenhuma acção de política monetária pela autoridade monetária este ano, para antecipar uma subida das taxas de juro já em Julho.
O BCE permanece “muito vigilante” em relação aos riscos de inflação, de acordo com o presidente do banco central alemão, Joachim Nagel. Na reunião de política monetária do banco central que será realizada no dia 19 de Março, será decidido a necessidade de tomar alguma medida.
A procura por dólares no mercado de swaps cambiais aumentou em relação aos seus pares globais, reflectindo o aumento da necessidade de financiar liquidez em dólares fora dos EUA. O spread do swap de base do euro para dólares é o maior desde o impacto das tarifas do "Dia da Libertação" em 2 de Abril.
Fonte: Bloomberg