Ontem, foram revelados números sólidos da indústria norte-americana. Em Janeiro, a actividade fabril registou a maior subida desde 2022, após quase um ano de contração e três anos de estagnação. De facto, os indicadores macroeconómicos dos Estados Unidos têm sido fortemente favoráveis ao dólar.
O índice de surpresa económica é um sinal útil para determinar a trajectória das moedas, quando analisado na perspectiva do desempenho relativo.
Quando a diferença entre duas economias, neste caso a Europa menos os Estados Unidos é:
➕ Positiva, o EUR/USD tende a valorizar;
➖ Negativa, o EUR/USD normalmente deprecia.
O crescimento mais forte dos EUA nas últimas semanas reduziu acentuadamente esta diferença, indicando um desempenho superior do dólar face ao euro.
A ressalva é que as fortes quedas do dólar no início deste ano não foram impulsionadas por fundamentos sólidos, com o ressurgimento de um prémio de risco entre o par EUR/USD e os diferenciais de taxas de câmbio. Assim, torna-se mais difícil confiar nos factores tradicionais que influenciam as moedas. 
Eventualmente, porém, como vimos em 2025, uma vez que os mercados superam o choque inicial dos anúncios de políticas, os fundamentos tendem a reafirmarem-se e, neste momento, apontam para uma apreciação do dólar em relação ao euro.
Fonte: Bloomberg