As bolsas estão cada vez mais difícil de negociarem, com os retornos altamente concentrados e acções de forte crescimento impulsionando a subida, aumentando o risco de movimentos bruscos e violentos.
Para obter retornos decentes, tanto nos Estados Unidos quanto na Europa, exige agora uma exposição a um conjunto muito restrito de empresas.
Desde o início do ano, sete acções geraram cerca de 80% dos retornos do índice S&P 500, enquanto na Europa, seis empresas são responsáveis por quase 90% dos ganhos do índice Stoxx 600.
Nos EUA, a valorização é quase inteiramente impulsionada pelas tecnológicas: Alphabet (24%), Amazon.com (11%), Broadcom (11%), Nvidia (10%), Intel (9%), Micron Technology (8%) e AMD (7%).
Por outro lado, a Europa oferece uma maior diversificação devido à ausência das empresas tecnológicas, deixando as empresas de energia como o principal motor, responsáveis por 46% dos retornos: TotalEnergies (14%), Siemens Energy (12%), Shell (11%) e ABB (9%). Depois surge a ASML, a maior empresa tecnológica da região, com 31% dos ganhos.

Analisando os resultados empresariais, a questão torna-se ainda mais evidente.
As revisões positivas mais significativas estão nos sectores de tecnologia e energia, tanto nos EUA quanto na Europa. Apesar das declarações cautelosas das empresas, as estimativas de lucros aumentaram fortemente nos EUA e modestamente na Europa desde o início da guerra, impulsionadas pelas revisões em alta nas estimativas de energia, semicondutores e matérias-primas, o que compensou os cortes observados na maioria dos outros sectores.
Fonte: Bloomberg