O JP Morgan acabou de publicar o seu "Guia de Mercados" do segundo trimestre, com mais de 70 gráficos que ajudam a visualizar os mercados financeiros e assim, conseguir torná-lo num melhor investidor.
Estes são os 17 gráficos mais relevantes do guia:
1) Acções norte-americanas já foram mais caras
No início do primeiro trimestre, o Forward P/E era cerca de 22x. Agora está em torno de 19,7x, ou seja, o investidor está pagando menos por um dólar de ganhos esperados do que pagava há alguns meses.
Historicamente, os retornos nesse nível de avaliação têm sido um pouco menores em média mas, em qualquer ano, os retornos ainda podem ser muito maiores.
Ou seja, não é um sinal para alarmar mas um motivo para ter expectativas realistas e possuir múltiplas classes de activos.

2) As 10 maiores empresas do S&P 500 estão menos concentradas
Muito se tem falado sobre as "Magníficas Sete" nos últimos anos.
As 10 principais acções ainda representam uma grande percentagem do mercado geral mas caiu um pouco, o que é saudável para o mercado.
3) Mag 7 têm tido desempenho abaixo do esperado
As acções das Magníficas Sete estavam em alta nos últimos anos mas ultimamente, registam um desempenho aquém do índice S&P 500.
Ou seja, as acções com melhor desempenho nem sempre ficam lá.
É realmente difícil (e improvável) que compre apenas as acções com melhor desempenho a longo prazo e realmente continue com elas.
Um portfólio diversificado globalmente automaticamente possuirá as acções com melhor desempenho de alguma forma.

4) As maiores empresas de cada década mudam
É difícil imaginar um mundo onde as maiores empresas de hoje deixam de ser as maiores mas é assim que acontece em todas as décadas.
Por conseguinte, o melhor será diversificar porque os vencedores de hoje podem não ser os de amanhã e ninguém pode prever quem será o próximo.
5) Houve mais anos com retornos acima de 20% do que anos de queda desde 1980
O índice S&P 500 apresenta uma queda média de 14% em cada ano.
Em todos os anos haverá uma descida gradual. Às vezes grandes, às vezes pequenas.
Mas, na maioria dos anos, os retornos ainda são positivos.

6) Acções internacionais têm melhor desempenho quando o dólar deprecia
As acções internacionais oferecem um benefício de diversificação muito bom contra um dólar americano em queda.
Elas são uma óptima maneira de diversificar o seu portfólio de duas maneiras: mantendo diferentes empresas e fontes de retorno, além de exposição à moeda cambial.

7) Retornos das classes de activos são imprevisíveis
O seguinte gráfico revela o desempenho de todas as diferentes classes de activos em cada ano.
Não há como prever qual será o melhor ou o pior desempenho em qualquer ano.
Esse é um dos principais motivos pelos quais uma carteira multi-classe de activos geralmente é a mais ideal.
8) Acções não são activos de curto prazo
No curto prazo, as acções podem ter uma grande variedade de retornos. É por isso que não deve investir o capital que vai precisar em breve para financiar metas de curto prazo.
Mas, a longo prazo, as acções são um óptimo activo para se manter.
Quanto maior for o período de detenção, maior será o retorno.
9) Objectivo de investir é vencer a inflação
Historicamente, as acções têm proporcionado o maior retorno acima da inflação.
Os únicos retornos que importam são retornos reais, que é o retorno após a inflação.
O dinheiro, embora pareça seguro no curto prazo, é um grande risco a longo prazo porque normalmente não supera a inflação.
Por outras palavras, o dinheiro perde valor com o tempo.
10) Desempenho do ouro é melhor durante períodos de risco geopolítico
O desempenho do ouro é melhor durante períodos de alto risco mas, no geral, não teve um desempenho melhor do que o índice S&P 500 ou uma carteira de acções e obrigações 60/40.
A maioria das pessoas mantém o ouro como uma protecção contra a inflação ou um cenário apocalíptico mas nenhuma das duas é uma boa razão.
11) Tempo investido aumenta as probabilidades a seu favor
Possuir um cabaz de boas empresas no mercado de acções tem recompensado investidores de longo prazo.
Quanto maior o período de detenção, maior a probabilidade de retornos positivos.
Basta olhar para períodos de 10 anos: uma carteira totalmente de acções tem sido positiva 93% do tempo. Um portfólio moderado 60/40 tem sido positivo 100% do tempo.
12) Acções individuais apresentam muita volatilidade
Possuir acções individuais não significa que terá um retorno melhor do que o mercado.
Em média, 379 acções do índice S&P 500 caem em algum momento do ano.

13) Máximos históricos são uma característica do mercado de acções
Como investidor, espera-se que os máximos históricos aconteçam porque se espera um retorno positivo ao longo do tempo.
Contudo, a maioria das pessoas acredita que recordes históricos são algum tipo de sinal de que o mercado pode desabar.
Recordes históricos acontecem com bastante frequência e são uma parte normal dos investimentos.

14) Correcções também são normais
As correções de 10% ocorreram cerca de 13 vezes desde 1997, esse é o preço de obter um retorno a longo prazo.
Correções nunca foram um bom motivo para vender.
15) Como reage o mercado a eventos geopolíticos?
Durante eventos geopolíticos, as quedas foram de cerca de 5%, o que é menos do que um ano médio de volatilidade normal mas pode ser maior ou menor.
Todos os eventos terminam da mesma forma, com uma recuperação.
Um óptimo motivo para manter uma visão de longo prazo e não agir com base em notícias.
16) Bear Markets têm sido uma oportunidade
Bear Markets assustam quase todos os investidores. As notícias vão dar todas as razões pelas quais "desta vez é diferente." Eles não estão trabalhando no seu melhor interesse.
Todo mercado em baixa terminou com retornos substanciais para a cima. Eles começaram por razões semelhantes e terminaram com um resultado parecido.
17) Quanto tempo leva para recuperar de uma queda?
Em média, as acções levam cerca de 2 anos para recuperar de uma queda de 20%.
É por isso que se investe no longo prazo com dinheiro de longo prazo para poder manter (e continuar investindo) nesses momentos.
Assim, não será forçado a vender acções durante um selloff.
Consulte o guia do JP Morgan aqui.
Fonte: JP Morgan