Uma nova tendência no mercado foi identificada pelo Guillaume Jaisson do Goldman Sachs. Não se trata de uma acção ou ETF, mas sim de uma estratégia de investimento: HALO - Heavy Assets, Low Obsolescence.
Neste momento, verifica-se uma rotação para sectores de uso intensivo de capital, à medida que os investidores preferem activos reais em detrimento de negócios digitais ameaçados pelos riscos de disrupção da Inteligência Artificial.
A HALO surge como uma resposta à euforia tecnológica: enquanto muitos procuram IA, robótica avançada ou computação quântica, esta estratégia procura estabilidade e protecção contra a rápida obsolescência tecnológica, protegendo os portfólios da volatilidade.
O cabaz do Goldman Sachs de acções com uso intensivo de capital superou as acções com baixo uso de capital em 35% desde 2025.
Os rendimentos reais mais elevados, fragmentação geopolítica e reestruturação da cadeia de fornecimentos estão levando os mercados a recompensar capacidade, redes e complexidade de engenharia, ou seja, os activos que são caros de replicar e menos expostos à obsolescência, tais como:
• Redes Elétricas;
• Oleodutos e Gasodutos;
• Serviços Públicos;
• Indústrias de Ciclo Longo;
Em conclusão: os investidores preferem agora menos apostas especulativas em tecnologias da moda e mais foco em activos reais que mantêm o seu valor ao longo do tempo.
Fonte: Bloomberg, Goldman Sachs