Mercado Monetário

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O mercado monetário corresponde ao segmento do sistema financeiro responsável pela negociação de instrumentos de curto prazo (com maturidades geralmente inferiores a um ano) caracterizados pela elevada liquidez, baixo risco e importância na condução da política monetária.

Entre outras funções, este mercado abre a porta à gestão eficiente da liquidez das instituições financeiras e empresas, facilitando também a transmissão da política monetária, já que as taxas de curto prazo são directamente influenciadas pelas operações do banco central. Por outro lado, o mercado monetário contribui ainda para a estabilidade financeira, ao proporcionar mecanismos de financiamento rápidos e previsíveis.

Face ao exposto, este mercado assume um papel relevante para o funcionamento equilibrado da economia, pois assegura que as instituições financeiras, as empresas e o Estado possam ajustar as suas posições de caixa de forma eficiente, garantindo a estabilidade das taxas de juro de curto prazo

Principais Instrumentos do Mercado Monetário

O mercado monetário compreende diversos instrumentos, que se destacam geralmente pela elevada liquidez e curto prazo de vencimento. Entre os mais importantes destacam-se: 

Depósitos Interbancários

Operações de empréstimo entre bancos, geralmente por prazos muito curtos (de um dia a algumas semanas).

Estes depósitos permitem aos bancos ajustar temporariamente as suas necessidades de liquidez e constituem uma referência para as taxas de juro de curto prazo no sistema financeiro (como a EURIBOR na Zona Euro ou a SOFR nos EUA).

Bilhetes do Tesouro

Os Bilhetes do Tesouro são títulos de dívida de curto prazo emitidos pelo Estado para financiar necessidades temporárias de tesouraria pública.

Têm prazos que variam, tipicamente, entre 3 e 12 meses e são considerados activos sem risco, na medida em que a entidade emitente é o governo. Estes instrumentos servem ainda de referência para as taxas de juro sem risco em cada economia.

Papel Comercial

O Papel Comercial é um instrumento de dívida de curto prazo emitido como forma de financiar necessidades operacionais (por exemplo, pagamento de fornecedores ou reforço de tesouraria).

Oferece rentabilidades superiores às dos bilhetes do Tesouro, reflectindo o maior risco de crédito de emitentes privados. Este instrumento é amplamente utilizado por investidores institucionais que procuram alternativas de curto prazo com rendimentos ligeiramente mais elevados.

 

 

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