---
title: "Obrigações Corporate Híbridas: O Que Saber Antes de Investir"
description: Obrigações Corporate Híbridas
image: https://spot.bancoinvest.pt/hubfs/invest%20spot%20.png
---

![hamburger](https://spot.bancoinvest.pt/hubfs/Banco%20Invest%202024/Images/hamburger.svg)

![close-icon](https://spot.bancoinvest.pt/hubfs/Banco%20Invest%202024/Images/close.svg)

<https://spot.bancoinvest.pt/blog>

[bancoinvest.pt](https://www.bancoinvest.pt/)

[Alertas](https://spot.bancoinvest.pt/blog/tag/alertas)

[Análise Técnica](https://spot.bancoinvest.pt/blog/tag/análise-técnica)

[Investimento](https://spot.bancoinvest.pt/blog/tag/investimento)

[Learning Center](https://spot.bancoinvest.pt/blog/tag/learning-center)

[Notícias](https://spot.bancoinvest.pt/blog/tag/notícias)

[Outlook](https://spot.bancoinvest.pt/blog/tag/outlook)

![phone](https://spot.bancoinvest.pt/hubfs/Banco%20Invest%202024/Images/phone.svg)

 800 200 160 (gratuito)

![microphone](https://spot.bancoinvest.pt/hubfs/Banco%20Invest%202024/Images/microphone.svg)

 Apoio ao Cliente

[Investimento](https://spot.bancoinvest.pt/blog/tag/investimento)

# Obrigações Corporate Híbridas: O Que Saber Antes de Investir

 20 Fevereiro 2025

 Global market status

 Global market status

 Global market status

![feature-image](https://spot.bancoinvest.pt/hubfs/invest%20spot%20.png)

Nos últimos dez anos, o retorno total das obrigações europeias *investment grade* (obrigações com uma notação de crédito de pelo menos BBB-, consideradas como tendo um baixo risco de *default*) foi de 0,57%, o que se traduz num retorno anualizado de 0,06%.

Comparativamente, as obrigações *corporate* híbridas europeias tiveram um retorno total de 34,98% no mesmo período de tempo, resultando num retorno anualizado de 3,07%, 301 bps acima das obrigações sénior *investment grade* (Figura 1).

 

**Figura 1 - Comparação de retornos a 10 anos entre um índice de obrigações Euro Corporate Híbridas e um de Euro Investment Grade**

![](https://spot.bancoinvest.pt/hs-fs/hubfs/image-png-Feb-20-2025-09-23-25-8175-AM.png?width=1000&height=435&name=image-png-Feb-20-2025-09-23-25-8175-AM.png)Fonte: Bloomberg

### **Em que consiste o investimento em obrigações *corporate* híbridas?**

Investir em obrigações *corporate* híbridas tem por base a aquisição de títulos de dívida que, na estrutura de capital de uma empresa, se situam entre a dívida sénior e o capital próprio. Neste sentido, combinam características tanto de obrigações (eg. pagamento regular de cupões) como de acções (eg. maturidades muito longas ou perpétuas).

As obrigações *corporate* híbridas são emitidas maioritariamente por empresas cuja dívida sénior (títulos de dívida em que o credor tem prioridade de reembolso face a outros credores em caso de *default*) tem um *rating* de crédito *investment grade*. Estas obrigações são emitidas principalmente por empresas de sectores não financeiros (como serviços públicos, telecomunicações e energia, entre outros). A dívida subordinada do sector financeiro pode assumir a forma de “obrigações AT1” (*Additional Tier 1 Bonds)*, *Tier 2 Bonds, Contingent Convertible Bonds (CoCo)*, etc. e está sujeita a restrições regulatórias diferentes das obrigações *corporate* híbridas.

Sendo as obrigações *corporate* híbridas um tipo de dívida subordinada, posicionam-se abaixo da dívida sénior na estrutura de capital, mas acima do capital próprio da empresa em caso de *default*. Consequentemente, apresentam um maior risco de crédito que a dívida sénior, o que se reflete, regra geral, num *rating* inferior, mesmo sendo ambas emitidas por empresas classificadas como “*investment grade”*.

Esta estrutura permite aos investidores aceder a obrigações com um retorno (e perfil de risco) mais elevado do que a dívida sénior, mas com a segurança adicional de estarem associadas a emitentes financeiramente sólidos.

Como o nome indica, estas obrigações são híbridas, passíveis de serem convertidas em acções. Em caso de conversão, o investidor fica sujeito à volatilidade dos retornos do mercado accionista, perdendo a estabilidade dos pagamentos de cupões (risco de conversão). Outra característica importante é que as obrigações *corporate* híbridas (especialmente quando subordinadas perpétuas) são, regra geral, *callable* (passíveis de serem chamadas) antes da data de maturidade. No caso de uma queda das taxas de juro, o emitente pode chamar a dívida já emitida e emitir nova dívida a um custo mais baixo, sendo que, em caso de reinvestimento, o credor terá de comprar dívida com *yields* mais baixas. A dívida híbrida subordinada tem também inerente o risco associado ao facto de os cupões poderem ser adiados e acumuláveis, o que beneficia a empresa em caso de dificuldades financeiras, transferindo o risco para o credor. Este mecanismo reduz a probabilidade de *default* no curto prazo, mas aumenta a pressão financeira sobre a empresa no longo prazo, à medida que os cupões vão acumulando.

### **Que *yields* esperar das obrigações *corporate* híbridas?**

As *yields* das obrigações *corporate* híbridas encontram-se, de forma geral, entre as *yields* das obrigações *investment grade* e as obrigações *high yield*. Esta relação é evidenciada pelo nível de risco de cada tipo de activo. As obrigações *investment grade* são emitidas por empresas com um nível de risco de crédito reduzido e *ratings* de crédito altos, compensando o menor risco com um menor retorno. As obrigações *high yield*, tendo um risco de crédito mais elevado, e *ratings* de crédito consequentemente mais baixos, compensam o maior risco com uma yield mais alta. As obrigações *corporate* híbridas, encontrando-se num meio termo de risco entre *high yield* e *investment grade*, pelas caraterísticas acima descritas, oferecem um retorno intermédio entre ambas.

Para identificar esta relação, devemos observar o *spread to swap* dos vários tipos de obrigação previamente mencionados. O *spread to swap* refere-se à taxa que é oferecida acima da taxa de juro de referência (taxa swap, transacionada nos mercados interbancários).

Na Figura 2 podemos observar a evolução do *investment grade spread to swap* nos últimos 5 anos, actualmente nos 52 bps:

 

**Figura 2 – Investment Grade EUR (*spread to swap*)**

![](https://spot.bancoinvest.pt/hs-fs/hubfs/image-png-Feb-20-2025-09-26-40-6121-AM.png?width=1000&height=434&name=image-png-Feb-20-2025-09-26-40-6121-AM.png)Fonte: Bloomberg

 

Por sua vez, o *high yield spread to swap* encontra-se nos 289 bps, 237 bps acima de *investment grade* (Figura 3):

 

**Fi**gura 3 – High Yield EUR (*spread to swap*)

![](https://spot.bancoinvest.pt/hs-fs/hubfs/image-png-Feb-20-2025-09-32-11-6708-AM.png?width=1000&height=433&name=image-png-Feb-20-2025-09-32-11-6708-AM.png)Fonte: Bloomberg

 

E, de seguida, observamos o *spread to swap* das *corporate* híbridas, que se situa nos 171 bps, 119 bps acima de *investment grade* e 118 bps abaixo de *high yield* (Figura 4):

 

**Figura 4 – Hybrids ex-Fin EUR (*spread to swap*)**

**![](https://spot.bancoinvest.pt/hs-fs/hubfs/image-png-Feb-20-2025-09-30-06-4080-AM.png?width=1000&height=433&name=image-png-Feb-20-2025-09-30-06-4080-AM.png)**

Fonte: Bloomberg

 

Se compararmos o pico em 2022, esta relação mantém-se: *investment grade* à volta dos 140 bps, *high yield* perto dos 700 bps, e as *corporate* híbridas num intermédio entre ambas, nos 400 bps (e mantém-se, de igual forma, ao longo do período de 5 anos observado).

Por último, temos o AT1 *spread to swap*, ou seja, a dívida subordinada do sector financeiro, atualmente nos 278 bps, apenas 11 bps abaixo do *high yield spread to swap*, e 226 bps acima de *investment grade* (Figura 5):

 

**Figura 5 – *AT1* EUR (*spread to swap)***

![](https://spot.bancoinvest.pt/hs-fs/hubfs/image-png-Feb-20-2025-09-31-47-2042-AM.png?width=1000&height=434&name=image-png-Feb-20-2025-09-31-47-2042-AM.png)Fonte: Bloomberg

 

O AT1 oferece *yields* mais elevadas do que as obrigações *corporate* híbridas devido ao risco inerente às obrigações do sector financeiro: no caso de AT1, a dívida encontra-se num *rank* inferior ao da dívida *corporate* híbrida e os cupões em vez de cumulativos e adiáveis, podem ser simplesmente suspendidos.

As obrigações subordinadas financeiras estão condicionadas por regulamentações e requisitos de capital de Basileia III (um acordo internacional que estabelece limites mínimos para o requisito de capital bancário, regulações de liquidez e *leverage, stress tests,* etc.), sendo influenciadas pela situação financeira do sector bancário e expostas a crises bancárias e riscos de *bail-in* (entre outros).

Em contrapartida, as obrigações *corporate* híbridas são principalmente condicionadas pelo mercado, e, em grande medida, influenciadas por características relacionadas com o risco de crédito e não necessariamente pelo risco regulatório – o risco de *default* das obrigações *corporate* híbridas depende da *performance* das empresas e não de intervenção governamental.

Resumindo, apesar de as AT1 *bonds* e as obrigações *corporate* híbridas serem ambas obrigações subordinadas, divergem no seu posicionamento na hierarquia da estrutura de capital, nos factores que determinam o risco de *default* e no enquadramento regulatório a que estão sujeitas. Enquanto as AT1 *bonds* estão dependentes das exigências de capital dos bancos e sujeitas a mecanismos de absorção de perdas de capital, as obrigações *corporate* híbridas são predominantemente influenciadas pelas características de crédito das empresas e não estão sujeitas ao mesmo nível de intervenção.

 

### **Conclusão**

O investimento em obrigações subordinadas, seja *corporate* híbridas ou subordinadas financeiras (AT1), pode constituir uma oportunidade atractiva de diversificação da componente obrigacionista de uma carteira de investimento, sustentada por uma combinação de factores, como as *yields* mais vantajosas que o segmento *investment grade* apresenta e o potencial de valorização de preço no caso de uma melhoria da qualidade do crédito da empresa emitente*.*

No caso das *corporate* híbridas beneficia-se ainda do facto de a dívida ser emitida, regra geral, por empresas com *ratings investment grade* na sua dívida sénior, com boa qualidade de risco de crédito, e que emitem este tipo de obrigações (subordinadas), mais “caras” do que as séniores, de forma a obterem uma maior flexibilidade na sua estrutura de capital. Com efeito, as obrigações híbridas “contam” como capital, mas são mais baratas do que a emissão de acções.

Partilhar este artigo:

<https://twitter.com/intent/tweet?url=https://spot.bancoinvest.pt/blog/obrigacoes-corporate-hibridas-1&text=Obriga%C3%A7%C3%B5es+Corporate+H%C3%ADbridas%3A+O+Que+Saber+Antes+de+Investir>

<https://www.facebook.com/sharer/sharer.php?u=https://spot.bancoinvest.pt/blog/obrigacoes-corporate-hibridas-1>

<https://www.linkedin.com/shareArticle?mini=true&url=https://spot.bancoinvest.pt/blog/obrigacoes-corporate-hibridas-1>

## Subscreva a nossa Newsletter diária

As últimas noticias , artigos e análises directamente na sua caixa de correio.

### Subscrição realizada com sucesso

Muito obrigado por subscrever a nossa newsletter. A partir de agora receberá conteúdos exclusivos diretamente na sua caixa de entrada.

![checked](https://spot.bancoinvest.pt/hubfs/Banco%20Invest%202024/Images/checked.svg)

- <https://www.facebook.com/bancoinvest.pt>
- <https://www.linkedin.com/company/banco-invest/>
- <https://youtube.com/@bancoinvestsa?si=e9PBo_O4oWSCHG_8>

[bancoinvest.pt](https://www.bancoinvest.pt/)

[![calls](https://spot.bancoinvest.pt/hubfs/Banco%20Invest%202024/Images/calls.svg) Apoio ao Cliente 800 200 160 (gratuito)](tel:80020-0160)

O Banco Invest S.A., com sede na Av. Eng. Duarte Pacheco, Torre 1 - 11º, 1070 - 101 Lisboa, é uma instituição registada no Banco de Portugal com o código 0014 e na Comissão de Mercado de Valores Mobiliários sob o nº 0141. Para qualquer informação adicional, contacte-nos pelo telefone 800 200 160.

@ 2026 BANCO INVEST

- [Definições de Cookies](https://www.bancoinvest.pt/informacao-legal/cookies)

```json
{
  "@context" : "https://schema.org",
  "@type" : "BlogPosting",
  "author" : {
    "@type" : "Person",
    "name" : "Ana Engelking Alves",
    "url" : "https://spot.bancoinvest.pt/blog/author/ana-engelking-alves"
  },
  "dateModified" : "2025-02-20T16:03:11.167Z",
  "datePublished" : "2025-02-20T15:01:45.000Z",
  "headline" : "Obrigações Corporate Híbridas: O Que Saber Antes de Investir",
  "image" : [ "https://spot.bancoinvest.pt/hubfs/invest%20spot%20.png" ],
  "mainEntityOfPage" : {
    "@id" : "https://spot.bancoinvest.pt/blog/obrigacoes-corporate-hibridas-1",
    "@type" : "WebPage"
  },
  "publisher" : {
    "@type" : "Organization",
    "logo" : {
      "@type" : "ImageObject",
      "url" : "https://spot.bancoinvest.pt/hubfs/principal_BI-1.png"
    },
    "name" : "Banco Invest"
  }
}
```