Os preços da habitação nos Estados Unidos aceleraram em Junho de 2026, registando o ritmo de crescimento mais forte dos últimos doze meses, de acordo com o índice S&P CoreLogic Case-Shiller, que acompanha a evolução dos preços imobiliários nas 20 maiores áreas metropolitanas do país.
Depois de uma recuperação inesperada em Maio, que interrompeu três meses consecutivos de descidas, os analistas esperavam uma subida moderada de apenas 0,1% em Junho. No entanto, os números surpreenderam pela positiva, com os preços a aumentarem 0,24% face ao mês anterior. Em termos homólogos, a valorização atingiu 2,1%, representando a aceleração mais rápida observada no último ano.
Historicamente, o mercado imobiliário norte-americano tende a apresentar o maior dinamismo durante a Primavera e o início do Verão, período em que muitas famílias procuram mudar de residência antes do início do novo ano lectivo.
Chicago lidera os ganhos enquanto o Oeste perde força
A análise regional revela diferenças significativas entre as várias áreas metropolitanas. Pelo quarto mês consecutivo, Chicago liderou o crescimento anual dos preços da habitação, com uma valorização de 6,9%.
Nova Iorque surgiu em segundo lugar, com um aumento de 4,8%, seguida por Cleveland, onde os preços cresceram 4,1%.
No extremo oposto da tabela, Seattle registou a maior queda anual, com uma descida de 2,0%. Las Vegas apresentou uma diminuição de 1,9%, enquanto Denver recuou 1,2%.
Taxas de juro continuam a pressionar o sector
Apesar da recente aceleração dos preços, o mercado imobiliário continua a enfrentar desafios significativos. As taxas de juro dos empréstimos hipotecários a 30 anos mantiveram-se próximas dos 6,5% em Junho, um nível considerado elevado para muitos compradores.
O custo mais elevado do financiamento limita a procura de novas habitações, ao mesmo tempo que reduz a oferta disponível. Muitos proprietários que contrataram empréstimos durante os anos de taxas de juro historicamente baixas mostram-se relutantes em vender as suas casas e assumir novos financiamentos mais caros.
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Fonte: S&P Global, ZeroHedge