Rebalanceamento de índices de commodities poderá pesar no ouro e prata

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O ouro e a prata enfrentam alguma pressão no curto prazo enquanto os investidores preparam-se para o rebalanceamento anual do índice de commodities que poderá resultar em milhões de dólares em vendas de contratos DE futuros, adicionando um entrave técnico às fortes altas dos metais preciosos.

Rebalanceamento negativo para os metais preciosos mas positivo para o crude


Os tracking funds devem ajustar as suas participações entre 9 a 15 de Janeiro inclusive, para alinharem-se com as novas ponderações em índices de referência como o Índice de Commodities Bloomberg , um processo que atraiu atenção especial este ano porque as fortes subidas de preços em 2025 aumentaram a participação dos metais preciosos nesses índices. Por conseguinte, disparou as vendas necessárias para retornar às alocações-alvo. Por outro lado, os flows devem ser positivos para o crude porque a ponderação vai aumentar.

O Índice de Commodities Bloomberg é reequilibrado anualmente com uma ponderação de 2/3 pelo volume de negociação, 1/3 pela produção mundial e os limites de peso são aplicados a nível de commodities, sectores e grupos.

comm-1Prata poderá ser uma das commodities mais prejudicadas pelo rebalanceamento de Janeiro


O Citigroup acredita que a prata parece especialmente vulnerável neste rebalanceamento e estima vendas de 6,8 milhões de dólares em contratos futuros de prata, um montante equivalente a aproximadamente 12% do open interest na Comex, o que é significativo para um mercado onde a volatilidade  é acentuada. O Deutsche Bank também identificou a prata como uma das commodities mais afectadas negativamente pelo rebalanceamento de Janeiro.

prata-1O ouro também deve sofrer saídas consideráveis, com o Deutsche Bank estimando vendas relacionadas ao índice de cerca de 6 milhões de dólares, ou aproximadamente 1,4 milhões de onças troy. Esse volume poderá ter um impacto no preço o ouro de cerca de 1,5% a 1,8%, com base nas relações históricas entre fluxos de ETFs e preços.vol-3

Fonte: Bloomberg

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