Saiba porque é difícil substituir o petróleo do Estreito de Ormuz

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Quando o Estreito de Ormuz estiver efectivamente fechado, o mundo não poderá simplesmente substituir esses barris.

Aproximadamente 21 milhões de barris por dia normalmente passam pelo Estreito de Ormuz, o que representa cerca de um quinto do consumo global de petróleo.

O petróleo é comercializado globalmente, mas as refinarias operam localmente. Cada refinaria é projectada com base nas características do petróleo bruto, como a gravidade API e o teor de enxofre.

 O Crude Light Sweet dos Estados Unidos, Emirados Árabes Unidos e Nigéria pode ser processado em diversas refinarias.

Grande parte da capacidade de refinação da Ásia está configurada para Crude Heavy Sour fornecido pela Arábia Saudita, Irã e Omã. Importadores como China, Índia, Japão e Coreia do Sul dependem fortemente desses barris.

 
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📌 Principais Conclusões:


➡️ Maior Gravidade API = Petróleo mais leve = Refinação mais fácil = Maiores lucros

➡️ O petróleo bruto iraniano situa-se entre o petróleo de xisto ultraleve dos EUA e o petróleo pesado venezuelano, tornando-o altamente compatível com muitas refinarias globais.

➡️ O Estreito de Ormuz transporta uma grande parte do petróleo bruto de grau médio que muitas refinarias são projectadas para processar.

➡️Se o fornecimento de Ormuz for interrompido, as refinarias terão que recorrer a substitutos mais pesados ​​ou ultraleves, reduzindo a eficiência e os lucros.

➡️ A qualidade do petróleo muitas vezes influencia a política global do petróleo mais do que a maioria das pessoas imagina.

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