Poucos investidores da geração actual lembram-se da loucura que foi o short squeeze da Volkswagen que, por algumas poucas horas, fez do fabricante alemão de automóveis a maior empresa do mundo em 2008, quando, devido a conluio interno entre os maiores detentores, levou a que não houvesse acções suficientes no free float para cobrir todos os shorts, o que desencadeou uma corrida desenfreada de fecho de posições.
Para a maioria, a febre de memes stocks do início de 2021, como a GameStop e a AMC, foi o mais próximo que chegaram de reviver aqueles dias de glória.
Agora este ano, as acções da Avis Budget (CAR) valorizaram 456,4%, registando o melhor mês de sempre.

Esta não é a primeira vez que a Avis Budget Group assiste a uma subida parecida, tendo tido um aumento semelhante em 2021 quando disparou +722% em 105 dias.
Contudo, apesar da sua capitalização bolsista de $25,22 mil milhões, o negócio da empresa de aluguer de automóveis permanece catastrófico.
A Avis apresentou uma queda na receita trimestral em Fevereiro e registou um prejuízo líquido de $856 milhões no último trimestre de 2025. Para além disso, não tem cash flow positivos há anos.
As acções da Avis são detidas por dois hedge funds, SRS Investment Management e Pentwater Capital Management, que juntos detêm mais de 25,2 milhões de acções, representando 69,39% do total de acções em circulação, de acordo com os dados compilados pela LSEG.

Esta é a lista das empresas com as maiores posições curtas em percentagem do free float do índice Russell 3000 com uma capitalização bolsista superior a $10 mil milhões.
A posição curta das acções da Avis em percentagem do free float é de 54,2%, segundo o S3 Partners. A empresa surge em terceiro lugar, depois da Newsmax (NMAX) e Groupon (GRPN).

Fonte: Bloomberg, S3 Partners, ZeroHedge