Durante décadas, os investidores têm cumprido com uma regra simples, quando os mercados de acções vacilam, as obrigações proporcionam estabilidade.
Este é o princípio utilizada nas carteiras 60/40 onde 60% é investido em acções e 40% em obrigações.
Yields das Obrigações do Tesouro EUA atingem Máximos de 19 Anos
O problema é que os mercados obrigacionistas mundiais sofreram uma das quedas mais acentuadas dos últimos anos.
Na Terça-feira, a yield das obrigações do Tesouro EUA a 30 anos atingiu 5,20%, o seu nível mais alto desde Junho de 2007. Em relação às obrigações a 10 anos, a yield tocou nos 4,67%, a maior subida desde Janeiro de 2025.
Afinal a Fed pode não ter terminado de aumentar as taxas de juros
Os investidores estão agora a precificar uma probabilidade de mais de 80%, de pelo menos mais um aumento de juros antes do final de 2026, de acordo com os futuros da CME.
Esta é uma mudança grande em relação a algumas semanas atrás quando o mercado previa cortes nas taxas de juro pela Fed.
Os investidores estão a posicionarem-se para um cenário em que a Reserva Federal mantenha as condições restritivas por mais tempo, porque a inflação simplesmente não vai conseguir rapidamente desacelerar para a meta de 2%.
O estrategista da Schwab, Kevin Gordon, avisou de algo que não acontecia desde 1999: as acções norte-americanas e os juros das obrigações estão movendo-se em direcções opostas.
A correlação móvel de 30 dias entre o índice S&P 500 e a yield das obrigações a 10 anos afundou para -0,68, a menor leitura desde Setembro de 1999.
Em suma, as obrigações de Tesouro EUA estão a desvalorizar enquanto as acções também caem.
Normalmente, elas movem-se em direcções opostas como uma protecção.
E Agora?
⚠️ Ambos estão em alerta máximo ⚠️
Fonte: Bloomberg, CME
