Síntese Trimestral - Alves Ribeiro PPR

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No segundo trimestre de 2026, o Fundo Alves Ribeiro PPR registou uma variação de +4,4%. Nos últimos 12 meses, a rendibilidade do Fundo ascende a +6,0%:Picture1-Jul-13-2026-02-55-20-5506-PMRelativamente à filosofia de investimento, o Fundo assume uma visão assente nos seguintes pilares:


  • Os mercados financeiros são ineficientes e oferecem sempre oportunidades de investir em activos subavaliados;

  • O investimento acarreta riscos (de mercado, taxa de juro, crédito, liquidez, etc.) e esses riscos devem ser remunerados. Por outras palavras, o Fundo assume risco quando o binómio risco-retorno é considerado interessante;

  • A principal estratégia de cobertura de risco é a diversificação e a adopção de uma perspectiva de médio-longo prazo. A diversificação entre as várias classes de activos e títulos individuais permite controlar o risco e a volatilidade da carteira global. Não elimina o risco de perda de capital, mas mitiga significativamente o risco específico dos títulos, sectores ou mercados geográficos individuais.

Estes princípios, que regem o processo de investimento do Fundo, traduzem-se numa carteira com a seguinte alocação de activos:Picture2-Jul-13-2026-02-58-09-9804-PMComo ilustrado pela tabela, nos últimos trimestres temos mantido uma exposição substancial a obrigações europeias, com preferência pelo segmento Investment Grade, onde se identifica mais valor em termos relativos.

No que diz respeito à performance global do Fundo na primeira metade do ano, importa sublinhar que a componente de “Acções Globais e Emergentesdestacou-se com uma contribuição positiva de cerca de 122 pb. Este desempenho foi impulsionado sobretudo pela valorização do ETF Amundi MSCI Emerging Markets (+51 pb) e da acção da Taiwan Semiconductor Manufacturing Co. (+39 pb).

Nas próximas páginas, apresentamos com maior detalhe as componentes accionista e obrigacionista do Fundo.

Principais Destaques na Componente Obrigacionista do Fundo

Picture3-Jul-13-2026-03-19-49-7316-PMNo que diz respeito às métricas da componente obrigacionista, no último semestre a duration média da carteira subiu ligeiramente de 6,1 para 6,2 anos. Em termos estratégicos, continuamos a identificar valor na taxa de juro, num contexto macroeconómico caracterizado por níveis significativos de incerteza. Em linha com o referido aumento da duration, também a yield média da carteira observou uma subida, tendo fechado o trimestre nos 4,5%.

No campo de dívida pública, reforçámos de forma significativa a exposição a emitentes core da Zona Euro, aproveitando a subida das yields observada durante o trimestre para aumentar posições em dívida soberana de elevada qualidade creditícia.

Em particular, reforçámos a posição numa obrigação dos Países Baixos (NETHER 0% 15/07/31), emitente que continua a apresentar uma classificação AAA pelas principais agências de rating. Paralelamente, aumentámos a exposição a obrigações inflation linked, tendo ampliado a posição em dívida publica alemã indexada à inflação (DBRI 0,1% 15/04/33).

Picture4-Jul-13-2026-03-23-49-7909-PMEntre outras considerações, acreditamos que este segmento continua a apresentar valor numa óptica de diversificação da carteira obrigacionista e protecção face a potenciais surpresas inflacionistas de médio prazo.

No plano da dívida privada, iniciámos uma nova posição em obrigações da L’Oréal com vencimento em 2036 (OR FP 3.375% 01/36). A empresa apresenta um perfil de negócio particularmente resiliente, combinando uma estrutura financeira conservadora com um qualidade creditícia elevada (rating AA+), características que entendemos serem interessantes no actual enquadramento de mercado.

Adicionalmente, reforçámos a exposição a uma obrigação híbrida perpétua da Stellantis (STLA 6.875% PERP), perante uma yield-to-call que continuamos a considerar atractiva para o perfil de risco do emitente. Apesar da natureza subordinada do instrumento, a qualidade creditícia da Stellantis e a sua posição financeira no momento presente suportam a nossa convicção nesta posição.

Por último, do lado das vendas importa referir a alienação integral das obrigações da Suzano com vencimento em 2032 (Suzano 3.125% 01/32). Esta operação permitiu materializar parte da valorização acumulada do título desde a sua aquisição, contribuindo positivamente para a rentabilidade do Fundo e libertando recursos para novas oportunidades de investimento com um perfil de risco/retorno mais atractivo.

Principais Destaques na Componente Accionista do Fundo

Na componente de acções, o Fundo procura ganhar exposição a diversos mercados accionistas a nível global e a empresas estruturalmente atractivas que apresentem as seguintes características:


  • Vantagens competitivas difíceis de replicar;
  • Alocação de capital eficiente;
  • Possibilidade de crescimento acima da média do sector em que se inserem;
  • Equipas de gestão com track record positivo;
  • Valorizações atractivas;
  • Boas classificações ESG.

Entre as empresas a que o Fundo tem maior exposição directa encontram-se a Microsoft (1,6%), a TSMC (1,3%) e a Amazon (1,3%).

Conforme referido anteriormente, destas empresas, a TSMC apresentou a contribuição mais significativa para o Fundo desde o início do ano (+39 bp).

Picture5-Jul-13-2026-03-27-55-2544-PMAinda sobre a componente accionista, aproveitamos para falar de dois nomes da carteira do Fundo:Picture8-4

Líder global em software empresarial, a SAP apresenta um modelo de negócio assente em soluções críticas para a gestão de processos empresariais. Ao longo dos últimos anos, a empresa tem vindo a transformar de forma estrutural o seu modelo, migrando progressivamente de licenças tradicionais para soluções cloud baseadas em subscrições, o que tem contribuído para aumentar a recorrência das receitas e a previsibilidade dos fluxos de caixa.

Este processo de transição tem sido acompanhado por um desempenho operacional robusto, com destaque para o forte crescimento das receitas cloud. De acordo com as divulgações de resultados mais recentes, as receitas cloud e de software registaram taxas de crescimento de dois dígitos, impulsionadas pela procura contínua por soluções como a “S/4HANA Cloud” e a “RISE with SAP”. Em paralelo, a empresa tem evidenciado disciplina na gestão de custos, o que tem permitido uma melhoria gradual das margens.

Em 2025, a SAP apresentou receitas totais da ordem dos 36,8 mil milhões de euros, sendo que o resultado operacional evidenciou também uma evolução positiva, reflectindo não só o crescimento do segmento cloud como também os ganhos de eficiência decorrentes da transformação do modelo de negócio. Adicionalmente, a forte geração de caixa operacional tem permitido à empresa manter um balanço robusto, com uma posição de caixa líquida da ordem dos 2 mil milhões de euros, o que assegura a capacidade de continuar a investir na inovação e no desenvolvimento de soluções diferenciadoras.

Em termos estratégicos, a SAP tem reforçado o posicionamento em áreas de elevado crescimento, nomeadamente, através da integração de inteligência artificial nas suas plataformas, abordagem que tem também permitido aumentar o valor acrescentado dos serviços e aprofundar a relação com os clientes, reforçando as barreiras à saída. Por último, importa salientar o alinhamento da gestão com a criação de valor para os accionistas, evidenciado por uma abordagem disciplinada na alocação de capital e foco na melhoria da rentabilidade.

Face ao exposto, confrontados com a qualidade do modelo de negócio e níveis de avaliação atractivos (com a acção a negociar a um P/E próximo das 19x), considerámos justificada a abertura de uma posição na SAP, reconhecendo a capacidade para continuar a gerar valor de forma sustentada no longo prazo.

Principais Destaques na Componente de Investimentos Alternativos do Fundo

Relativamente à componente de investimentos alternativos do Fundo, a mesma representava cerca de 4,4% da carteira a 30 de Junho de 2026. O objectivo da exposição a investimentos alternativos passa pela obtenção de rentabilidade com reduzida correlação com as demais classes de activos.

Entre as principais exposições contam-se Private Equity, com um peso de 1,4% na carteira, imobiliário (1,0%), investimentos relacionados com a actividade resseguradora (0,8%), Distressed Debt (0,5%) e Venture Capital (0,3%).

Desde o início do ano, entre os investimentos alternativos os principais contribuidores foram as componentes de Private Equity (+7 bp) e Venture Capital (+7 bp).

 

 

Política de Investimento

Na prossecução do seu objectivo, enquanto Fundo Poupança-Reforma, o seu património será composto maioritariamente por obrigações com maturidades superiores a 1 ano. Em menor percentagem, o Fundo investirá em acções e outros activos de maior risco de forma a aproveitar oportunidades de mercado que revelem maior potencial de valorização futura. O tipo de gestão efectuada pela entidade responsável pela gestão será activa. O Fundo será composto em mais de 50% por obrigações de emitentes públicos ou privados com sede em estados-membros da União Europeia, com maturidades superiores a um ano. As aplicações em acções ou fundos de acções nacionais ou internacionais serão efectuadas até 40% do seu património. Em condições normais de mercado o investimento será de 20% do valor do Fundo. Em situações de grande volatilidade em que a gestão do Fundo entenda adequado o refúgio em valores de risco mais limitado, o mínimo de acções que o Fundo deve possuir é de 5%. Até ao limite de 5% do respectivo valor global, o Fundo poderá investir em obrigações convertíveis em acções e obrigações com “warrant”, privilegiando activos de elevada liquidez e que tenham valor susceptível de ser determinado com precisão a qualquer momento. O Fundo poderá adquirir obrigações emitidas por países ou empresas de países membros da OCDE, estando limitado a 5% os investimentos em obrigações emitidas fora deste conjunto de países. Um máximo de 10% pode ser investido em valores mobiliários que invistam ou repliquem a evolução dos preços de “matérias-primas”. Os investimentos não denominados em Euros estão limitados a um máximo de 15%. Como regra genérica, o Fundo não fará qualquer tipo de cobertura do risco cambial subjacente aos activos não denominados em Euros, podendo, no entanto, fazê-lo, caso a entidade gestora considere existir um risco de desvalorização substancial das restantes moedas em que estejam denominados activos do Fundo relativamente ao Euro. Nesse caso, a Entidade Responsável pela Gestão poderá efectuar a cobertura integral do risco de câmbio subjacente ao Fundo. A título acessório o património do Fundo poderá ser aplicado em depósitos bancários e em instrumentos de dívida de curto prazo na medida adequada para fazer face ao movimento normal de resgate de unidades de participação e a uma gestão eficiente do Fundo.

 

Informação Relevante

Entidade Gestora: Invest - Gestão de Activos
Banco Depositário: Banco Invest
Entidade Colocadora: Banco Invest
Início de Actividade: 15 de Novembro de 2001
ISIN: PTARMCLM0004
Política de Rendimentos: Não distribui rendimentos
Comissão de Gestão / Depositário: 1,5%
Comissão de Subscrição: 0,0%
Comissão de Resgate:  1% < 1 ano; 0% > 1 ano
 
Esta é uma comunicação promocional. Consulte o prospeto do Fundo e as informações fundamentais destinadas aos investidores, disponíveis na língua portuguesa em www.bancoinvest.pt, para consulta em suporte duradouro, ou nos balcões do Banco Invest S.A., para consulta em papel, antes de tomar quaisquer decisões de investimento finais.
A composição e os pesos dos activos em carteira pode variar ao longo do tempo, em função das perspectivas do gestor. Taxas de rendibilidade e risco calculadas com base na cotação do Fundo a 30-Junho-26. Taxas de rendibilidade líquidas de comissão de gestão e depositário e não líquidas de comissões de subscrição e resgate. O desempenho anterior não garante resultados futuros.
 
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