Síntese Trimestral - Invest Ibéria

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O primeiro trimestre de 2026 ficou marcado por uma performance positiva do Fundo Invest Ibéria (+1,8%). Nos últimos 12 meses, a rendibilidade do Fundo ascende a +11,6%:

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Este valor compara com um retorno médio de +31,4% para os mercados ibéricos nos últimos 12 meses. Dos nomes em carteira que apresentaram melhor desempenho ao longo dos últimos 12 meses, o destaque recai sobre empresas como a EDP, EDP Renováveis, Iberdrola, Inditex, ou Sonae, que apresentaram as maiores contribuições positivas para o Fundo no decorrer do último ano (+243 bp, +289 bp, +192 bp, +163 bp e +163 bp respectivamente).

Relativamente ao processo de investimento, o Fundo assume uma visão de longo prazo, assente numa rotação baixa da carteira, que deverá contar com níveis de concentração substanciais. Assim, o Fundo procura investir em empresas do universo ibérico que apresentem:


  • Elevadas rendibilidades sobre os capitais investidos (ROIC), obtidas de forma recorrente;

  • Vantagens competitivas difíceis de replicar;

  • Alocação de capital eficiente;

  • Possibilidade de crescimento acima da média do sector em que se inserem;

  • Equipas de gestão com track-record positivo; 

  • Valorizações atractivas.

Estes princípios, que regem o processo de investimento do Fundo, traduzem-se numa carteira com 21 constituintes e que apresenta as seguintes métricas por comparação com o PSI e o IBEX 35:

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No trimestre que agora termina, o turnover da carteira permaneceu reduzido. Ainda assim, procedemos a alguns ajustes, incluindo a ligeira diminuição da exposição ao sector de utilities, nomeadamente, empresas como a EDP, Iberdrola ou REN. Em sentido inverso, foi adquirida uma pequena posição na Naturgy, um dos principais operadores integrados de gás e eletricidade em Espanha.

Com actividades que abrangem toda a cadeia de valor, da produção e geração elétrica até ao transporte, distribuição e comercialização de gás e energia elétrica, a empresa é líder no mercado espanhol de gás, com uma quota significativa. Fora da Europa, a Naturgy opera também nalguns mercados latino‑americanos, beneficiando de um modelo de negócio diversificado e suportado por actividades reguladas e não reguladas, incluindo a distribuição, infraestrutura e projectos de energias renováveis.

Por outro lado, o grupo espanhol apresenta uma avaliação que consideramos atractiva. Com um rácio Price‑to‑Earnings a rondar as 12×, a empresa transacciona com múltiplos mais baixos que os de muitos pares do sector, oferecendo um ponto de entrada interessante.

Principais Destaques na Carteira do Fundo

Enquanto um dos principais operadores globais de infraestruturas de transporte, a Ferrovial apresenta um posicionamento especialmente destacado nos activos de concessões rodoviárias na América do Norte, bem como em projectos de construção e na gestão de activos aeroportuários. Entre os seus activos mais relevantes destaca‑se a autoestrada canadiana 407 ETR, uma concessão de referência e um dos maiores geradores de valor para os accionistas do grupo. Para além do referido, importa notar que as concessões rodoviárias representam uma parcela significativa do valor da Ferrovial (≈80%), constituindo o principal motor de valorização do grupo devido à elevada visibilidade de fluxos de caixa e maturidade contratual.

O exercício de 2025 evidenciou um desempenho robusto, com a empresa a registar crescimento expressivo nas várias áreas de actividade. As receitas anuais expandiram 8,6% em termos comparáveis, impulsionadas sobretudo pelo desempenho das concessões rodoviárias e pela forte execução no negócio da construção. Não menos relevante, a exposição à América do Norte, incluindo ao Canadá, tem vindo a representar uma proporção cada vez maior do contributo total para o valor da empresa.

No âmbito das concessões rodoviárias, a empresa beneficiou da contribuição dos activos norte‑americanos, que distribuíram 880 milhões de euros em dividendos, reflectindo uma elevada capacidade de geração de caixa. Paralelamente, a 407 ETR manteve uma trajectória ascendente, registando nova subida de receitas e de EBITDA, apoiada no aumento das tarifas e na recuperação sustentada do tráfego, reforçando a sua posição como um dos activos rodoviários mais valiosos da região. Adicionalmente, o Conselho da 407 ETR aprovou um dividendo total de 1,5 mil milhões de dólares canadianos.

A Ferrovial encerrou o ano com uma posição financeira sólida, sustentada por uma posição de caixa líquida de 1,3 mil milhões de euros, excluindo projectos, demonstrando forte capacidade de financiamento e de execução futura. Em 2025, a empresa recebeu um valor recorde em dividendos de projectos, tendo prosseguido a rotação estratégica de activos, incluindo a venda de participações em Heathrow e na AGS Airports, ao passo que continuou a investir no desenvolvimento do New Terminal One, no Aeroporto JFK.

Face ao conjunto destes factores, qualidade dos activos, forte geração de caixa e robustez financeira, mantemos uma visão construtiva sobre a Ferrovial. O portefólio da empresa, aliado à presença crescente nos Estados Unidos e à evolução operacional favorável das concessões, sustenta uma perspectiva positiva para os próximos anos, tanto em termos de crescimento como de criação de valor para os accionistas.

A Inditex encerrou o exercício de 2025 com um desempenho robusto, reforçando a sua posição enquanto líder mundial no sector do retalho de vestuário. As vendas atingiram 39,9 mil milhões de euros, um crescimento de 3,2%, apoiado numa evolução positiva tanto nas lojas físicas como no canal online. Importa referir que este valor foi alcançado apesar do contexto cambial desafiante, marcado pela apreciação do Euro ao longo do período, o que exerceu pressão sobre a conversão em euros das vendas fora da Europa.

Por outro lado, o EBITDA cresceu 5%, alcançando 11,3 mil milhões de euros, enquanto o lucro líquido subiu 6% para 6,2 mil milhões de euros, marcando o quarto ano consecutivo de máximos históricos. A margem bruta manteve‑se sólida, nos 58,3%, beneficiando do rigor no controlo de custos operacionais.

Além da solidez financeira e melhoria da rentabilidade, a Inditex continua a demonstrar uma capacidade notável de execução estratégica num sector altamente competitivo. O grupo reforça sistematicamente a integração entre lojas físicas e o canal online, apoiada por investimentos sustentados em diversas áreas.

A Inditex terminou o exercício com uma posição líquida de caixa de cerca de 11 mil milhões de euros, reflectindo a forte geração de fundos e a disciplina financeira. Para 2026, a empresa prevê investir 2,3 mil milhões de euros, nomeadamente, na modernização de lojas e no reforço das plataformas digitais.

No que diz respeito à remuneração dos accionistas, o Conselho propôs um dividendo total de 1,75 euros por acção, distribuído entre o dividendo regular e o extraordinário, revelando alinhamento com a política de payout de 60% e com o desempenho sólido do exercício.

Os maiores contribuidores e detractores para a performance do Fundo durante o último trimestre:

Principais Contribuidores:

Picture3-Apr-08-2026-03-56-36-3697-PMPrincipais Detractores:

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O primeiro trimestre de 2026 ficou marcado pela elevada instabilidade geopolítica, sobretudo decorrente do conflito no Irão, o que gerou disrupções significativas nos mercados globais de energia e impactou de forma diferenciada várias empresas do portefólio. Entre as acções que apresentaram um contributo positivo para o Fundo, importa destacar nomes como a Galp, a EDP, a Puig Brands e a EDP Renováveis, ao passo que a Vidrala, a Inditex, a Amadeus e a Airbus penalizaram o desempenho no mesmo período.

A Galp foi uma das principais beneficiárias da forte subida dos preços do petróleo, motivada pelas perturbações resultantes do conflito envolvendo os Estados Unidos, Israel e o Irão. O fecho do Estreito de Ormuz, que bloqueou cerca de 20% do fornecimento mundial de petróleo, originou aumentos súbitos no preço do Brent, o que pode vir a reforçar a rentabilidade de actividades upstream.

Por outro lado, a EDP registou um comportamento favorável, sustentado por uma maior visibilidade regulatória e pela execução do seu plano de investimento. Num trimestre marcado por alguma incerteza, os investidores privilegiaram activos mais defensivos, favorecendo algumas empresas de utilities. No mesmo sentido, a EDP Renováveis apresentou sinais de recuperação em bolsa, beneficiando da entrada em operação de novos projectos eólicos e solares, bem como da melhoria da percepção de risco no sector das renováveis.

Ainda no que diz respeito aos principais contribuidores, a Puig registou um trimestre positivo em bolsa, alimentada pelo impacto decorrente dos rumores sobre uma possível fusão com a Estée Lauder. No final de Março, ambas as empresas confirmaram estar em negociações preliminares para uma potencial combinação dos respectivos negócios, embora sublinhando que nenhuma decisão final foi tomada. Esta possibilidade despertou uma reacção positiva nas acções da empresa, reflectindo algum entusiasmo por parte dos investidores. As acções da Puig valorizaram de forma expressiva após o anúncio, enquanto as da Estée Lauder recuaram, em parte devido às incertezas associadas ao processo de integração e ao historial recente mais desafiante da empresa norte‑americana.

Em sentido contrário, a Vidrala enfrentou uma procura mais moderada no mercado de embalagens de vidro e a possibilidade de sofrer pressões adicionais sobre os custos energéticos. A subida dos preços do gás natural, ainda que não tão pronunciada quanto a verificada após a invasão da Ucrânia, levou a alguma deterioração do sentimento em relação a este tipo de empresas por parte dos investidores. A Inditex corrigiu após um período de forte valorização, perante um cenário de moderação do crescimento das vendas, aliada ao impacto cambial adverso.

Por último, a Amadeus foi penalizada num trimestre particularmente adverso para empresas de software, que saíram do trimestre afectadas por receios crescentes de disrupção tecnológica, sobretudo relacionados com o avanço da inteligência artificial. Apesar dos resultados operacionais da Amadeus permanecerem sólidos, o contexto de mercado pesou de forma significativa na cotação, ao passo que a Airbus registou um trimestre volátil, condicionado pelos persistentes atrasos na cadeia de fornecimento e por revisões nas expectativas relativas ao ritmo de normalização das entregas de aeronaves comerciais. Estes factores continuaram a afectar negativamente o sentimento dos investidores.

 

Política de Investimento

O Fundo Invest Ibéria tem como objectivo a valorização do capital investido a longo prazo através do investimento em acções em Portugal e Espanha. Até 14 de Dezembro de 2016, o Fundo designava-se por Alves Ribeiro – Médias Empresas Portugal, que tinha no mercado Português o seu universo de investimento. O fundo investe em acções e activos equiparados de empresas portuguesas e espanholas, bem como de sociedades que, embora não sejam portuguesas ou espanholas, desenvolvam a actividade principal na península ibérica. Para obtenção de exposição adicional, a sociedade gestora poderá realizar operações sobre instrumentos financeiros derivados, limitando essa exposição a 10% do valor líquido global do Fundo, medido pelo valor nocional dos contratos. O fundo não pode investir mais de 10% do seu valor líquido global em unidades de participação de fundos de investimento. O tipo de gestão efectuada pela sociedade gestora será activa.
 
 

Informação Relevante

Entidade Gestora: Invest - Gestão de Activos
Banco Depositário: Banco Invest
Entidade Colocadora: Banco Invest
Início de Actividade: 30 de Abril de 1999
ISIN: PTARMAME0005
Política de Rendimentos: Não distribui rendimentos
Comissão de Gestão / Depositário: 1,50% p.a.
Comissão de Resgate:  0%
 
Esta é uma comunicação promocional. Consulte o prospeto do Fundo e o documento de informação fundamental, disponíveis na língua portuguesa em www.bancoinvest.pt, para consulta em suporte duradouro, ou nos balcões do Banco Invest S.A., para consulta em papel, antes de tomar quaisquer decisões de investimento finais.
A composição e os pesos dos activos em carteira pode variar ao longo do tempo, em função das perspectivas do gestor. Taxas de rendibilidade e risco calculadas com base na cotação do Fundo a 31-Março-26. Taxas de rendibilidade líquidas de comissão de gestão e depositário e não líquidas de comissões de subscrição e resgate. O desempenho anterior não garante resultados futuros.

 

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