Síntese Trimestral - Invest Ibéria

feature-image

O segundo trimestre de 2026 ficou marcado por uma performance positiva do Fundo Invest Ibéria (+4,7%). Nos últimos 12 meses, a rendibilidade do Fundo ascende a +10,0%:

Picture1-Jul-20-2026-09-33-16-6936-AMEste valor compara com um retorno médio de +30,8% para os mercados ibéricos nos últimos 12 meses. Dos nomes em carteira que apresentaram melhor desempenho ao longo deste período, o destaque recai sobre a EDP Renováveis, Ferrovial, Iberdrola e Inditex, que apresentaram as maiores contribuições positivas para o Fundo no último ano (+197 bp, +155 bp, +192 bp e +297 bp, respectivamente).

Relativamente ao processo de investimento, o Fundo assume uma visão de longo prazo, assente numa rotação baixa da carteira, que deverá contar com níveis de concentração substanciais. Assim, o Fundo procura investir em empresas do universo ibérico que apresentem:


  • Elevadas rendibilidades sobre os capitais investidos (ROIC), obtidas de forma recorrente;

  • Vantagens competitivas difíceis de replicar;

  • Alocação de capital eficiente;

  • Possibilidade de crescimento acima da média do sector em que se inserem;

  • Equipas de gestão com track-record positivo; 

  • Valorizações atractivas.

Estes princípios, que regem o processo de investimento do Fundo, traduzem-se numa carteira com 20 constituintes e que apresenta as seguintes métricas por comparação com o PSI e o IBEX 35:

Picture2-Jul-20-2026-09-34-58-9383-AM
No trimestre que agora termina, o turnover da carteira permaneceu reduzido. Ainda assim, procedemos a alguns ajustes, incluindo a ligeira diminuição da exposição ao sector de consumo defensivo, nomeadamente, por via da alienação da posição detida na Sonae. Em sentido inverso, foi reforçada a posição na Airbus, grupo europeu cuja principal actividade se prende com o design e fabrico de aeronaves.

Com uma presença relevante no segmento de aviação comercial, a Airbus dispõe de um order book preenchido para os próximos anos. Num contexto em que a avaliação implícita da acção não reflectia adequadamente a qualidade da empresa, reforçámos a posição, aproveitando níveis que considerámos atractivos para uma empresa com vantagens competitivas relevantes e uma posição financeira robusta. Desde então, a nossa tese de investimento tem sido reconhecida pelo mercado, tendo a acção registado uma evolução positiva, contribuindo favoravelmente para o desempenho do Fundo.

Por outro lado, optámos por realizar mais-valias na Sonae e realocar capital para oportunidades que apresentavam uma relação risco-retorno mais favorável, num momento em que a avaliação do grupo se encontrava em níveis pouco atractivos. Apesar da posição de liderança da Sonae MC no retalho alimentar em Portugal, entendemos que as perspectivas de crescimento para os próximos anos poderão ser mais moderadas do que as registadas recentemente, num contexto de normalização das dinâmicas que suportaram os resultados dos últimos exercícios.

Principais Destaques na Carteira do Fundo

Com um posicionamento relevante nos segmentos de fragrâncias, maquilhagem e cuidados para a pele, a Puig apresenta um modelo de negócio assente em marcas premium e de nicho. A empresa distingue‑se pela combinação entre desenvolvimento próprio de marcas e parcerias de longo prazo com casas de moda reconhecidas, o que lhe confere um portefólio diversificado, no contexto de um sector onde a diferenciação de marca e a inovação são determinantes.

Desde o seu IPO, em Maio de 2024, a empresa tem evidenciado um crescimento operacional consistente, suportado pela forte dinâmica do segmento de fragrâncias, que representa a principal área de negócio, e pela expansão internacional, em particular nos Estados Unidos e mercados emergentes. A capacidade de lançar novos produtos de sucesso e de revitalizar marcas já estabelecidas tem permitido reforçar quotas de mercado, mantendo uma disciplina que se traduz em melhoria progressiva das margens.

Em termos operacionais, a empresa tem apresentado um desempenho sólido, com receitas a crescerem impulsionadas sobretudo pelo segmento de fragrâncias e pela boa performance de marcas como a Rabanne, Carolina Herrera ou Jean Paul Gaultier. A rentabilidade acompanhou esta evolução, beneficiando da alavancagem operacional e de uma gestão eficiente de custos. Por outro lado, a entrada em bolsa constituiu um marco relevante, reforçando a visibilidade da Puig junto do mercado.

Por último, importa destacar a tentativa de fusão da Estée Lauder com a Puig, que gerou interesse no mercado, sendo interpretada como um movimento estratégico para reforçar a presença da multinacional norte‑americana no segmento de fragrâncias e beleza premium, onde a Puig detém marcas fortes. Ainda assim, o processo acabou por não avançar, penalizando o sentimento do mercado em relação à Puig. Este movimento abriu espaço para que a avaliação da acção regressasse a níveis interessantes, sobretudo dada a solidez do portefólio de marcas, a capacidade de execução operacional e o histórico de crescimento.

Face ao exposto, atendendo à qualidade global da Puig, mantemos uma posição na empresa, reconhecendo o spread entre o valor intrínseco da acção e a avaliação implícita actual.

Enquanto um dos principais produtores de recipientes de vidro, a Vidrala destaca‑se pelo seu modelo de negócio assente na proximidade ao cliente e forte disciplina operacional. Num sector caracterizado por custos energéticos relevantes e exigência de escala, a empresa beneficia de uma base de activos eficiente, relações comerciais de longo prazo e um posicionamento competitivo nos países onde opera.

Em termos operacionais, a empresa tem evidenciado um desempenho resiliente, suportado pela capacidade de adaptação a um enquadramento macroeconómico desafiante, nomeadamente, através da optimização de preços e de uma gestão rigorosa de custos. A natureza essencial dos seus produtos, aliada à exposição a segmentos relativamente defensivos como a alimentação e bebidas, contribui ainda para uma maior estabilidade da procura.

Nos últimos anos, a Vidrala apresentou uma evolução operacional sólida, reflectindo também o impacto das medidas implementadas ao nível da eficiência productiva. A margem EBITDA manteve-se em níveis historicamente elevados, sendo que a geração de caixa permanece robusta, tendo contribuido para a redução progressiva da alavancagem (rácio Net Debt/EBITDA de cerca de 0,6x).

Paralelamente, a empresa tem assumido uma estratégia disciplinada de alocação de capital, combinando investimento selectivo em capacidade com uma remuneração consistente aos accionistas, que inclui um programa de recompra de acções que contempla a aquisição de até 3% do capital social. Neste âmbito, importa ainda destacar um sinal relevante, dado que o CEO tem vindo a reforçar a sua posição através da compra de acções em mercado. Este alinhamento de interesses constitui um indicador claro de confiança no potencial do negócio. Neste contexto, considerámos justificada a manutenção de uma posição na Vidrala, reconhecendo a sua capacidade para continuar a gerar valor ao longo do tempo.

Os maiores contribuidores e detractores para a performance do Fundo durante o último trimestre:

Principais Contribuidores:

Picture3-Jul-20-2026-09-44-07-0128-AMPrincipais Detractores:

Picture4-Jul-20-2026-09-44-42-1981-AM

O final do segundo trimestre de 2026 ficou marcado pela normalização das condições de mercado, após um período de maior volatilidade observado no início do ano. Neste enquadramento, a Inditex, a Airbus, a Vidrala e a Ferrovial destacaram-se como os principais contribuidores para o desempenho do Fundo, ao passo que a Jerónimo Martins, a Galp, a Cellnex e a Puig penalizaram a rendibilidade no período.

A Inditex foi um dos principais destaques do trimestre, beneficiando da divulgação de resultados robustos. Apesar de um contexto de consumo ainda marcado por alguma prudência em diversos mercados europeus, a empresa conseguiu manter um crescimento significativo das vendas, suportado pela sua capacidade de adaptação a novas tendências e pela integração eficiente entre os canais físico e digital. A boa execução operacional reforçou a confiança dos investidores nas perspectivas de crescimento do grupo.

Por outro lado, a Airbus apresentou igualmente uma evolução favorável, sustentada pela forte procura por aeronaves comerciais e pela visibilidade proporcionada por uma carteira de encomendas historicamente elevada, circunstâncias que contribuíram para a recuperação da cotação ao longo do trimestre. No que diz respeito à Vidrala, a empresa espanhola beneficiou da estabilização dos custos energéticos observada no final do trimestre. O bom desempenho operacional e a disciplina demonstrada na gestão do negócio favoreceram uma reavaliação positiva da empresa por parte do mercado.

Ainda no plano dos contribuidores, as acções da Ferrovial foram suportadas pela evolução positiva dos seus activos de infraestruturas. Entre outros aspectos, a qualidade das concessões detidas pelo grupo e a capacidade de geração de caixa continuaram a ser valorizados pelos investidores.

Em sentido contrário, a Jerónimo Martins apresentou uma contribuição negativa, num contexto em que a crescente concorrência no sector do retalho alimentar na Polónia e a persistência de alguma pressão sobre os preços levantaram dúvidas, nomeadamente, no que diz respeito à evolução das margens. Embora o grupo continue a apresentar um bom desempenho, a combinação de um crescimento mais moderado e de expectativas elevadas por parte do mercado condicionou o comportamento da acção, em linha com o que foi observado noutras empresas do ramo do retalho alimentar.

Como consequência da correcção observada nos preços do petróleo, a Galp apresentou um desempenho mais contido no segundo trimestre. A diminuição dos receios em torno do abastecimento energético contribuiu para uma normalização dos preços do crude, o que levou os investidores a rever em baixa as expectativas de curto prazo para a rentabilidade das actividades de exploração e produção do sector de Oil & Gas. A Cellnex foi penalizada por um contexto de mercado menos favorável para empresas mais intensivas em capital, bem como por crescentes dúvidas dos investidores relativamente ao sector das telecomunicações. Os receios associados à possibilidade de consolidação entre operadores europeus suscitaram alguma incerteza quanto ao futuro do grupo, condicionando o desempenho bolsista da Cellnex.

Por último, as acções da Puig devolveram parte dos ganhos acumulados anteriormente, num movimento que reflectiu o desvanecimento do entusiasmo gerado pelos rumores de uma potencial fusão com a Estée Lauder, operação que acabou por não avançar. Embora a evolução do negócio continue a evidenciar sinais positivos, a ausência de novos catalisadores levou a um comportamento mais contido das acções.

 

Política de Investimento

O Fundo Invest Ibéria tem como objectivo a valorização do capital investido a longo prazo através do investimento em acções em Portugal e Espanha. Até 14 de Dezembro de 2016, o Fundo designava-se por Alves Ribeiro – Médias Empresas Portugal, que tinha no mercado Português o seu universo de investimento. O fundo investe em acções e activos equiparados de empresas portuguesas e espanholas, bem como de sociedades que, embora não sejam portuguesas ou espanholas, desenvolvam a actividade principal na península ibérica. Para obtenção de exposição adicional, a sociedade gestora poderá realizar operações sobre instrumentos financeiros derivados, limitando essa exposição a 10% do valor líquido global do Fundo, medido pelo valor nocional dos contratos. O fundo não pode investir mais de 10% do seu valor líquido global em unidades de participação de fundos de investimento. O tipo de gestão efectuada pela sociedade gestora será activa.
 
 

Informação Relevante

Entidade Gestora: Invest - Gestão de Activos
Banco Depositário: Banco Invest
Entidade Colocadora: Banco Invest
Início de Actividade: 30 de Abril de 1999
ISIN: PTARMAME0005
Política de Rendimentos: Não distribui rendimentos
Comissão de Gestão / Depositário: 1,50% p.a.
Comissão de Resgate:  0%
 
Esta é uma comunicação promocional. Consulte o prospeto do Fundo e o documento de informação fundamental, disponíveis na língua portuguesa em www.bancoinvest.pt, para consulta em suporte duradouro, ou nos balcões do Banco Invest S.A., para consulta em papel, antes de tomar quaisquer decisões de investimento finais.
A composição e os pesos dos activos em carteira pode variar ao longo do tempo, em função das perspectivas do gestor. Taxas de rendibilidade e risco calculadas com base na cotação do Fundo a 30-Junho-26. Taxas de rendibilidade líquidas de comissão de gestão e depositário e não líquidas de comissões de subscrição e resgate. O desempenho anterior não garante resultados futuros.

 

Partilhar este artigo: