Síntese Trimestral - Invest Tendências Globais

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O quarto trimestre de 2025 ficou marcado por uma performance positiva do Fundo Invest Tendências Globais, com uma rendibilidade de +2,0%. Este valor compara com um retorno de 3,2% para o MSCI WORLD. Desde o início de actividade, em 1 de Julho de 2022, o Fundo obteve um retorno anualizado positivo de 13,0% vs 14,6% para o MSCI WORLD, o que se traduz numa underperformance anualizada de 160 bp.

Picture1-Jan-12-2026-01-01-22-6276-PMNeste trimestre, a suportar o crescimento do Fundo estiveram empresas de diversos quadrantes, em particular, algumas acções pertencentes ao sector de Tecnologia, como a Alphabet, TSMC ou Amazon.

Importa ainda destacar o processo de investimento do Fundo, no sentido que o mesmo é a chave por detrás do seu desempenho. O Fundo tem uma perspectiva de longo prazo, assente numa rotação baixa da carteira, que deverá contar com níveis de concentração substanciais. Assim, o Fundo procura investir em empresas expostas a tendências estruturalmente atractivas a médio-longo prazo e que possuam:


  • Elevadas rendibilidades sobre os capitais investidos (ROIC), obtidas de forma recorrente
  • Vantagens competitivas altamente difíceis de replicar
  • Alocação de capital eficiente
  • Baixos níveis de endividamento
  • Possibilidade de crescimento acima da média do sector em que se inserem
  • Equipas de gestão com track record positivo
  • Boas classificações ESG

Estes princípios que regem o processo de investimento, traduzem-se numa carteira com 29 constituintes e que apresenta as seguintes métricas vs o MSCI WORLD:

Picture2-Jan-12-2026-01-02-52-9057-PMNo trimestre que agora termina, o nível de rotação da carteira foi reduzido, não tendo sido constituídas novas posições.

De seguida destacamos algumas das empresas nas quais o Fundo se encontra investido e que mereceram a nossa atenção ao longo do trimestre transacto.

Principais Destaques na Carteira do Fundo

Picture3-Jan-12-2026-01-04-52-9290-PMA Ferrari destaca-se como uma das marcas mais emblemáticas no sector automóvel de luxo, sustentada por um modelo de negócio centrado na exclusividade e forte ligação à experiência do cliente. A empresa combina a produção controlada de veículos premium (cerca de 14.000 veículos por ano), com personalizações sob medida e receitas complementares de serviços e licenças de marca, mantendo uma presença global diversificada nos principais mercados internacionais.

Um dos pontos diferenciadores da empresa prende-se com a capacidade de equilibrar volumes restritos de produção com um portefólio de personalizações e modelos especiais, o que reforça o valor dos produtos e sustenta margens operacionais muito superiores à média do sector automóvel tradicional. Esta abordagem confere flexibilidade para responder às preferências dos clientes e adaptar a estratégia face à evolução das tendências de mercado e exigências tecnológicas, incluindo a transição para veículos híbridos e eléctricos.

Nos primeiros nove meses de 2025, a Ferrari registou um desempenho financeiro sólido, com crescimento das receitas, que superaram os 5,3 mil milhões de euros (+8% face ao mesmo período de 2024), reflectindo um forte contributo de modelos de elevado valor (SF90 XX e 12Cilindri) e dos serviços de personalização. O EBIT situou-se perto dos 1,6 mil milhões de euros, crescendo cerca de 12% (YoY), ao passo que as margens operacionais se mantiveram robustas (margem EBIT próxima dos 30%), evidenciando a disciplina operacional do grupo. Por último, o lucro líquido atingiu os 1,2 mil milhões de euros.

No plano financeiro, a posição do grupo permanece sólida, com um balanço robusto que sustenta tanto o programa de investimento em inovação tecnológica como as estratégias de remuneração accionista, incluindo programas de recompra de acções. Não menos relevante, a empresa mantém uma sólida carteira de encomendas, o que garante visibilidade de receitas para os próximos anos.Picture4-Jan-12-2026-01-07-13-3781-PM

Empresa líder no sector de gases industriais, a Linde apresenta um modelo de negócio integrado que combina produção, fornecimento e serviços de gases essenciais para diversas indústrias, incluindo as de químicos, energia, saúde, semiconductores, entre outras. O alcance global do grupo, cujas operações estão presentes em mais de 100 países, assegura uma presença diversificada em diversos mercados.

O grupo destaca-se através da sua ampla gama de produtos, dos gases básicos (como oxigénio e azoto), aos gases especializados para aplicações críticas em sectores como semicondutores ou energia (nomeadamente, o hidrogénio limpo e tecnologias de captura de carbono). Aliada à capacidade de firmar contratos de longo prazo e parcerias estratégicas, estes factores conferem estabilidade às receitas e permitem responder de forma flexível às necessidades dos clientes.

Nos primeiros nove meses de 2025, a Linde apresentou um desempenho financeiro robusto apesar do ambiente macroeconómico exigente. As vendas acumuladas superaram os 25 mil milhões de dólares, um crescimento de cerca de 2% face ao período homólogo, impulsionado por diversos factores, incluindo aumentos de preço, apesar de volumes essencialmente estáveis. O lucro operacional totalizou cerca de 7,6 mil milhões de dólares, com margens sólidas de 27%, reflectindo a eficiência contínua na gestão de custos. Por último, o EPS diluído alcançou os $11,34 por acção, um crescimento significativo face ao ano anterior.

No último ano, a Linde deu continuidade à sua estratégia de remuneração accionista através de dividendos crescentes e programas de recompra de acções. De resto, a posição financeira da Linde permaneceu sólida, suportada por uma base de activos robusta e capacidade de investimento em projectos de longo prazo, incluindo projectos de gases para energia limpa e expansão de capacidade em mercados estratégicos.

Do ponto de vista das avaliações e tendo em conta o histórico da empresa em bolsa desde a fusão com a Praxair, importa referir que as acções da Linde têm negociado a múltiplos atractivos, situando-se entre os níveis mais baixos registados nos últimos anos.

Os maiores contribuidores e detractores para a performance do Fundo durante o último trimestre:

Principais Contribuidores:

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Principais Detractores:

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No que diz respeito aos principais contributos para o desempenho do Fundo no último trimestre, destacamos a evolução positiva das acções da Alphabet, LVMH, Inditex, TSMC, e Amazon.

Relativamente à Alphabet, a valorização registada foi impulsionada por um conjunto de desenvolvimentos recentes que reforçaram o entusiasmo do mercado em torno da empresa. Em particular, a apresentação de novas versões do modelo “Gemini” e a crescente integração de soluções de IA nos produtos de pesquisa, publicidade e cloud contribuíram para fortalecer a percepção de liderança tecnológica da Alphabet e a confiança dos investidores na sua capacidade de monetização da inteligência artificial no médio prazo.

No caso da LVMH, o desempenho positivo esteve associado à resiliência demonstrada por alguns dos principais segmentos de negócio, num cenário em que o mercado antecipava uma desaceleração mais pronunciada do consumo de bens de luxo. A capacidade do grupo em proteger margens e manter uma base de clientes sólida acabou por superar as expectativas mais conservadoras dos analistas, traduzindo-se numa evolução favorável da cotação. Por outro lado, a Inditex beneficiou da continuação de uma execução operacional muito robusta, com resultados que evidenciaram uma forte disciplina de custos, níveis de inventário bem controlados e uma elevada capacidade de adaptação às tendências de consumo.

A TSMC destacou-se num contexto de aumento do investimento em inteligência artificial e da procura por semicondutores de elevada complexidade. A sua posição dominante no fabrico de chips avançados sustentou a valorização das acções e o contributo positivo para o Fundo. Por último, a Amazon registou uma evolução favorável, impulsionada pela melhoria da rentabilidade do negócio de e-commerce, fruto de ganhos de eficiência operacional, e pela forte performance da AWS.

Em contrapartida, no último trimestre, as acções da Ferrari, Microsoft, Exor, Linde e Meta Platforms tiveram um impacto negativo no desempenho do Fundo.

A cotação da Ferrari foi penalizada sobretudo por expectativas exigentes, assentes numa evolução de resultados ainda mais optimista que a apresentada no Capital Markets Day da empresa. Apesar do referido, os fundamentais do negócio permanecem muito sólidos, com uma carteira de encomendas robusta e elevada visibilidade de receitas. Relativamente à Microsoft, embora o desempenho operacional continue sólido, a evolução da acção no trimestre foi menos favorável, reflectindo essencialmente um período de consolidação após ganhos significativos em períodos anteriores. A elevada exposição ao tema da inteligência artificial, já amplamente incorporada na avaliação do título, levou a que quaisquer notícias ou resultados sem surpresas positivas relevantes fossem recebidos com maior cautela por parte do mercado.

A Exor apresentou um desempenho negativo motivado, em grande medida, pela evolução menos positiva de algumas das suas principais participadas, nomeadamente, no sector automóvel e industrial. A evolução da cotação das empresas do portefólio, aliada a um maior desconto aplicado pelo mercado ao valor dos activos líquidos, acabou por penalizar a cotação da holding ao longo do trimestre. No caso da Linde, as acções foram pressionadas por expectativas de abrandamento da procura industrial em alguns mercados-chave, bem como por uma postura mais conservadora dos investidores. Por fim, a Meta Platforms registou uma evolução negativa em bolsa, num contexto de maior exigência dos investidores quanto à capacidade de sustentar níveis elevados de investimento em inteligência artificial sem comprometer a rentabilidade.

 

Política de Investimento

O objectivo do Fundo enquanto fundo de poupança-reforma, é incentivar a poupança de longo prazo, como complemento de reforma, através de uma carteira diversificada de acções emitidas por empresas sedeadas nas diversas zonas geográficas, com capitalização bolsista e liquidez elevadas, selecionadas de forma activa e discricionária. O tipo de gestão efectuada pela entidade responsável pela gestão será activa. Atendendo ao regime legal específico deste tipo de fundos, o Fundo destina-se a investidores não profissionais que assumam uma perspectiva de valorização das suas poupanças a longo prazo. O património do Fundo será investido, no mínimo, 85% em acções, obrigações convertíveis, ou que confiram direito à subscrição de acções, ou outros instrumentos que permitam uma exposição aos mercados accionistas, designadamente participações em instituições de investimento colectivo cuja política de investimento seja maioritariamente por acções.
 
O Fundo não privilegiará, em termos de investimentos, geografias ou sectores económicos específicos. O Fundo não pode investir mais de 30% do seu valor líquido global em entidades de participação de outros fundos de investimento. Em condições normais, o Fundo não efectuará cobertura de risco cambial, salvo se a gestão o considerar como adequado face às expectativas de que as moedas estrangeiras se possam depreciar de forma relevante.
 
O Fundo poderá recorrer a instrumentos financeiros derivados nomeadamente futuros e opções, com os seguintes objectivos: 1) cobertura de riscos de variação do preço dos activos em carteira ou de variabilidade dos rendimentos; 2) obtenção de exposição adicional aos diferentes mercados em que investe.
 
 

Informação Relevante

Entidade Gestora: Invest - Gestão de Activos
 
Banco Depositário: Banco Invest
 
Entidade Colocadora: Banco Invest
 
Início de Actividade: 1 de Julho de 2022
 
ISIN: PTARMJHM0003
 
Política de Rendimentos: Não distribui rendimentos
 
Comissão de Gestão + Depositário: 1,50% p.a.
 
Comissão de Resgate:  0%
 
Esta é uma comunicação promocional. Consulte o prospeto do Fundo e as informações fundamentais destinadas aos investidores, disponíveis na língua portuguesa em www.bancoinvest.pt, para consulta em suporte duradouro, ou nos balcões do Banco Invest S.A., para consulta em papel, antes de tomar quaisquer decisões de investimento finais.
 
A composição e os pesos dos activos em carteira pode variar ao longo do tempo, em função das perspectivas do gestor. Taxas de rendibilidade e risco calculadas com base na cotação do Fundo a 31-Dezembro-25. Taxas de rendibilidade líquidas de comissão de gestão e depositário e não líquidas de comissões de subscrição e resgate. O desempenho anterior não garante resultados futuros.
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