O Form 13F é um relatório trimestral exigido pela Securities and Exchange Commission (SEC) dos Estados Unidos, que deve ser apresentado pelos gestores de fundos institucionais, com pelo menos $100 milhões em activos sob gestão em acções cotadas nos Estados Unidos.
Oito mil oitocentos e quarenta e três instituições já declararam o que possuíam no final de Junho.
Juntos detinham 72,36 biliões de dólares em acções norte-americanas e ao longo do trimestre movimentaram 1,40 biliões de dólares.
Quase tudo foi para uma dúzia de empresas de tecnologia que os investidores já possuíam e venderam ouro, prata e obrigações para as adquirir.
Não houve rotação no último trimestre. A mesma dúzia de empresas de tecnologia que já dominavam as carteiras institucionais ficou com quase todo o dinheiro novo.

A Alphabet levou a maior parte, com cerca de $190 mil mn de dólares, depois o ETF do S&P 500 SPY com $179 mil mn, a Apple com $155 mil mn, a Nvidia com $147 mil mn e a Micron com $135 mil mn.

O dinheiro saiu do ouro, prata, obrigações e petróleo.

Mil quatrocentos e oitenta e duas instituições revelaram deter a SpaceX, avaliada em $585,7 mil milhões.
Outras três empresas apareceram pela primeira vez, a Honeywell Aerospace com $48,1 mil milhões distribuídos por 1.732 fundos, a fabricante de chips Cerebras com $21,5 mil milhões e a FedEx Freight com $13,2 mil milhões.

Movimentos de Destaque pelos Megainvestidores
O destaque vai para a Berkshire Hathaway que reforçou fortemente a sua posição na Alphabet enquanto gestores como David Tepper e George Soros divergiram em gigantes tecnológicas como a NVIDIA, e Bill Ackman concentrou convicções na Uber, Microsoft e novas entradas como a Visa.
➡️ Berkshire Hathaway (Greg Abel/Warren Buffett): Aumentou de forma massiva a aposta na Alphabet, multiplicando e consolidando uma posição de dezenas de milhões de acções, ao mesmo tempo que reduziu lucros em nomes como o Bank of America.
➡️ Pershing Square (Bill Ackman): Aumentou o foco em participações centrais como Uber e Microsoft, e abriu novas posições de convicção em Visa, Mastercard, S&P Global e Netflix, saindo totalmente da Alphabet.
➡️ Duquesne Family Office (Stanley Druckenmiller): Manteve uma rotação muito ativa de carteira, reajustando posições na volatilidade do setor tecnológico.
➡️Fisher Asset Management (Ken Fisher): Expandiu o fundo para mais de mil posições, aumentando o peso em nomes industriais e de consumo/saúde como GE Aerospace, Cisco e UnitedHealth.
➡️Appaloosa Management (David Tepper): Continuou a ajustar a exposição ao sector tecnológico e de chips, reforçando a aposta na NVIDIA mas surpreendeu ao sair por completo de posições em semicondutores/memória como a SanDisk.
Fonte: Mondegar, SEC