
Ontem o “Dia da Libertação" desencadeou um selloff nas bolsas mundiais tendo em conta que as medidas foram mais agressivas do que antecipado pelo mercado.
O Presidente norte-americano anunciou um pacote de taxas aduaneiras à chegada aos Estados Unidos de produtos de 60 países. Os EUA fixaram uma taxa base de 10% para os produtos importados de todos os países.
A China está no topo dos países com tarifas mais altas, dado que os seus produtos terão uma taxa de 34%, um valor que se soma à taxa de 20% que já lhes é aplicada, o que eleva a barreira aos produtos chineses para 54%. A União Europeia será alvo de uma taxa de 20%, o Reino Unido terá uma taxa de 10% e o Japão de 24%.
Em suma, confirma-se um dos piores cenários que receberá resposta de muitos países que já estão a estudar medidas recíprocas.Qual é o maior risco para os mercados financeiros agora?
De acordo como um inquérito realizado pelo Bank of America, 55% dos investidores consideraram que o maior risco para os mercados financeiros é uma recessão global causada por uma guerra comercial.
As tarifas anunciadas por Donald Trump estão a afundar o dólar e a levar os investidores a refugiarem-se no franco suíço e no iene. O euro está a disparar para o valor mais elevado em seis meses, a divisa japonesa atingiu máximos de três semanas e o franco suíço tocou o valor mais elevado em quatro meses.
As recessões e as crises financeiras tendem a atingir fortemente as acções, com a excepção do sector farmaceûtico, "utilities" e bens essenciais.
Nos últimos 20 anos, as acções defensivas superaram as acções cíclicas, que estão ligadas à economia global, em todas as crises financeiras.
Fonte: BofA, Reuters