Verão Quente? Julho é o melhor mês para o S&P 500 nos últimos 20 anos

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O índice S&P 500 desvalorizou cerca de 3% até agora em Junho mas, a confirmar-se a sazonalidade, Julho poderá inverter a situação porque é o mês mais forte em média, das últimas duas décadas, dando aos investidores optimistas um motivo para sorrirem 😁

 

Primeiro Semestre das Bolsas EUA em 5 Gráficos


Este trimestre marca o segundo melhor período entre Abril a Junho do índice S&P 500 desde 2009.

Entretanto, o índice Nasdaq 100 subiu 23% no segundo trimestre, caminhando para o seu segundo melhor desempenho trimestral desde 2001, apenas superado pelo segundo trimestre de 2020.

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As acções das empresas de semicondutores, são o grupo com o melhor desempenho do índice S&P 500 em 2026, com uma valorização de 37%, impulsionado pelos elevados investimentos em infraestruturas de IA, principalmente em memória, processamento e armazenamento.

Estes ganhos colocam o índice de semicondutores de Filadélfia a caminho de superar o S&P 500 em 86 pontos percentuais desde o início de Janeiro, o que seria o seu melhor desempenho histórico nos primeiros seis meses do ano em relação ao índice S&P 500.

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As acções do sector energético seguiram na direcção oposta à do mercado em geral, disparando 37% no primeiro trimestre devido à subida dos preços do petróleo, o que as tornou o melhor grupo do índice S&P 500, e depois caindo 13% no segundo trimestre, o pior desempenho do índice de referência das acções. Esta mudança de sentimento baseia-se na expectativa de que os preços do crude desçam, caso os EUA e o Irão cheguem a um acordo de paz.

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Com todas estas oscilações, o índice S&P 500 acumula um ganho de apenas 7,4% em 2026, o que significa que ainda tem um longo caminho a percorrer para recuperar o desempenho dos últimos anos. O índice subiu 16% em 2025 e mais de 20% em 2023 e 2024, algo que não acontecia desde o final da década de 1990.

Como resultado, as acções globais estão a superar as norte-americanas. O índice S&P 500 está 3,8 pontos percentuais abaixo do índice MSCI All Country World, excluindo o índice norte-americano, em 2026.

Se esta tendência se mantiver até Terça-feira, será a primeira vez desde o período posterior à crise financeira mundial que as acções norte-americanas terão um desempenho inferior ao dos seus pares globais no primeiro semestre de dois anos consecutivos, segundo dados compilados pela Bloomberg.

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Este é o quarto ano do bull market e nos EUA isso sugere uma trajectória instável o que é particularmente verdade em anos de eleições intercalares, devido à incerteza em torno da votação e ao potencial de mudanças políticas. Em média, os anos de eleições intercalares registam uma correção máxima de 17,5% entre o pico e o fundo, de acordo com a Carson Investment Research.

Contudo, as acções apresentam normalmente uma forte recuperação no final do ano e o índice regista um ganho médio de 32% nos 12 meses seguintes ao ponto mais baixo.

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Julho, o melhor mês do ano?

 

Por um lado, a expectativa dos investidores é de uma recuperação iminente, dado que o pior da queda já passou no início do ano. Do outro lado, acredita-se que mais dificuldades virão após uma forte recuperação no segundo trimestre.

O mês de Julho poderá inverter a situação porque é o mês mais forte em média dos últimos vinte anos.

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Aliás, desde 2015 que o mês de Julho está numa série de 11 meses consecutivos de subida para o índice S&P 500.

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Mais vencedores do que perdedores



Para além disso, o bull market poderá não terminar assim tão cedo porque as acções small cap estão superando as acções big cap, o índice S&P 500 Equal Weight está superando o índice ponderado pela capitalização bolsista e o índice S&P 493 está dominando as Magníficas Sete no acumulado do ano.

🟢 Russell 2000: +22%
🟢 S&P 500 Equal-weight: +10,7%
🟢 S&P 493: +13,7%
🟢 Mag 7: -6%

mag7-Jun-29-2026-11-00-36-2300-AMRyan Detrick do Carson Group também observou que a linha advance-decline do S&P 500 atingiu um máximo histórico na Sexta-feira, mesmo com o índice registando uma semana de perdas.

"A amplitude do movimento precede o preço e é mais um indício de que novas máximas estão por vir e que essa recuperação inesperada do Verão provavelmente não acabou", disse Detrick.

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Em conclusão, o cenário actual é menos concentrado numa única acção em comparação com o ano passado.

Bull markets raramente terminam tornando-se menos concentrados.

 

Fonte: Bloomberg, Carson Investment Research

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